A decisão ficou pra Saitama!
Após empate em Riad, Urawa precisa "apenas" não
sofrer gols em casa para levar o tri
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| Shinzo Koroki foi o autor do gol que garantiu o empate do Urawa Foto: AFC |
O Urawa Red Diamonds empatou com o Al-Hilal no primeiro jogo da final da AFC Champions League. Com o placar de 1 a 1, o time japonês pode se considerar à frente na disputa, pois precisa, "apenas", passar ileso no Saitama 2002 Stadium, no sábado que vem, para conquistar a terceira taça continental da história do clube.
A primeira partida da final começou de maneira horrorosa para o time de Marciej Skorza. O Al-Hilal dominou o time japonês durante os primeiros 30 minutos, com posse de bola saudita de quase 80%. O time do Urawa parecia nervoso em campo, não conseguia criar os espaços para sair jogando e tentar atacar o adversário.
O placar foi aberto aos 13 minutos do primeiro tempo, com o brasileiro Michael, ex-Flamengo, passando facilmente por Akimoto e cruzando, Nishikawa e Scholz ficaram na indefinição e acabaram deixando a bola sobrar para Salem Al-Dawsari apenas concluir e balançar as redes.
O time de Ramon Diaz seguiu em cima, fechando os espaços e pressionando o Urawa, mas a partir dos 30 minutos do primeiro tempo, o time japonês começou a acordar a trabalhar melhor a posse de bola, que caiu gradativamente até chegar ao patamar de 65% favorável ao Al-Hilal.
Shinzo Koroki perdeu duas chances claras de empatar ainda nos 45 minutos iniciais, em um erro de Al-Bulayhi, Koizumi rolou para o camisa 30, que escorregou e perdeu a posse para Al-Burayk. Foi a melhor chance do Urawa no jogo.
Skorza claramente parecia perdido, visto que o Al-Hilal, que havia entrado no 4-2-4, apresentava um 3-3-4 na prática, com o volante Salman recuando para fazer a linha de 3 com Jang e Al-Bulayhi, liberando Al-Burayk e Saud para atacarem e formarem uma segunda linha de 3 com Kanno, enquanto Salem fechava pela direita, Marega e Ighalo centralizados e Michael abria pela esquerda.
Demorou, mas quando o Urawa administrou o meio de campo e impediu que o Al-Hilal trabalhasse a bola, obrigando Al-Dawsari a atuar como um meia e abrindo espaço pelo lado direito dos sauditas.
Mais do mesmo na etapa final
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| Foto: Getty images |
O time de Skorza ensaiou uma reação, mas o Al-Hilal voltou a controlar as ações e empurrar o Urawa pra trás. O desgaste foi aparecendo e o time mudou, mas nem as entradas de Kante Martinez, Kaito, Ogiwara, Shibato e da joia Hayakama, mudaram o patamar do duelo.
O ponto que poderia fazer o jogo mudar de figura aconteceu muito tarde. Aos 86, Salem foi derrubado por Iwao, mas depois agrediu o volante japonês com uma solada na região pélvica e foi expulso de campo (detalhe que Salman se livrou de um vermelho por uma solada no tornozelo de Okubo e Marega se livrou de um amarelo por tentar simular um pênalti sem sequer ter sido tocado).
Nem a expulsão animou o Urawa, que parecia contente com o empate. E tem que ficar mesmo. De acordo com o regulamento da competição, na final existe o gol qualificado, ou seja, se o Urawa não sofrer gols do Al-Hilal em casa, não precisa nem sequer marcar para ser campeão asiático pela terceira vez em sua história.
A situação dos sauditas se complica ainda mais por conta do regulamento. No Mundial, onde venceu o Flamengo, e no Campeonato Saudita, o substituto natural de Salem Al-Dawsari é o argentino Luciano Vietto. Com o camisa 29 suspenso, Ramon Diaz precisará colocar outro jogador na posição ou abrir mão de um de seus três estrangeiros (Marega, Ighalo e Michael). De qualquer forma, perder um dos principais jogadores do time para a decisão vai pesar demais para um possível pentacampeonato asiático para os sauditas.
DESTAQUES POSITIVOS DO JOGO:
Urawa Reds: Sakai. Foi o comandante da virada de chave, acalmou o time quando foi preciso e criou as principais chances da equipe no segundo tempo.
Al-Hilal: Michael. O brasileiro foi quem mais buscou o jogo pelos sauditas. Quando desapareceu na marcação japonesa, o time do Al-Hilal caiu de produtividade.
DESTAQUES NEGATIVOS DO JOGO:
Urawa Reds: Koroki. O gol marcado pelo camisa 30 foi puro golpe de sorte. Fora isso, o camisa 30 perdeu muitas chances claras de marcar e parecia nervoso demais para sua experiência.
Al-Hilal: Al-Dawsari. Virou o destaque negativo por agredir o adversário e prejudicar seu time para a decisão em Saitama.
MATHEUS BRAGA | @oMatheusBPaes - Formado em Jornalismo pelo Mackenzie, pós-graduando em Jornalismo Esportivo pela Cásper Líbero. Consumidor de light novels, mangás e animes e apaixonado pela cultura oriental. |



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