Um gol a cada 6 minutos: Japão 14 x 0 Mongólia!
Sim! 14 a 0! Seleção
japonesa joga com seriedade até o último minuto e aplica segunda maior goleada
da sua história sobre a Mongólia
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| Juntos, Junya Ito, Takumi Minamino e Yuya Osako participaram de 6, dos 14 gols japoneses (Foto: Getty Images) |
Na sua primeira
partida na prefeitura de Chiba (GOOOOL do Japão!), a seleção japonesa não tomou
conhecimento (GOOOOL do Japão!) da Mongólia, e massacrou o adversário para
continuar invicta (mais um GOOOOL do Japão!) e na liderança do Grupo F das Eliminatórias
Asiáticas (quem acompanhou o jogo hoje de manhã escutou isso a cada seis
minutos, em média).
Como esperado, o
técnico Hajime Moriyasu escalou o que tinha de melhor; as únicas mudanças
feitas foram nas laterais: saíram Miki Yamane e Sho Sasaki e entraram Ken Matsubara
e Ryoya Ogawa. Escalação (4-2-3-1): Shuichi Gonda; Matsubara, Yoshida, Tomiyasu,
Ogawa; Wataru Endo, Hidemasa Morita; Junya Ito, Daichi Kamada, Takumi Minamino;
Yuya Osako.
É ate difícil analisar
um jogo desses, mas o catorze a zero trouxe alguns pontos positivas além do (quase)
recorde. O lado direito do Japão continua eletrizante, assim como contra a
Coreia do Sul, com 11 dos 14 gols vindo de jogadas por lá. Se contra os
arquirrivais quem brilhou na lateral foi Yamane, dessa vez foi a vez, do também
estreante, Matsubara partir pra cima do adversário. Teve participação em sete
gols, inclusive a assistência para o gol de Minamino que abriu o placar aos 13
minutos, e o cruzamento que causou um gol contra da Mongólia, aos 39 (o quinto
gol Japonês). Junya ITO, seu parceiro na ala direita, foi espetacular. Se a
correria do homem do Brugge-BEL deu trabalho para os sul-coreanos, contra a Mongólia,
ele deitou. Com participação direta em cinco gols (com direito a um hat-trick
de assistências) e muitos dribles, o lado esquerdo da Mongólia vai ter
pesadelos com Ito por muito tempo.
Falando em hat-trick,
Yuya Osako, que não marcava pela seleção desde 2019, desencantou de vez—outro
ponto positivo a se tirar deste “jogo”. Foram três gols, o primeiro após grande "deixadinha" de Minamino, e o ultimo após passe de calcanhar de Takuma Asano, aos
92 minutos (esse foi o decimo-terceiro do Japão). Asano, aliás, entrou bem, mais
uma vez. Se contra a Coreia do Sul a qualidade faltou na hora da finalização,
dessa vez, foram duas assistências e um gol; nada mal para um meia que entrou no
começo do segundo tempo. Quem saiu para o seu lugar foi Hidemasa Morita, que
marcou seu primeiro gol pela seleção, aos 33.
Kamada, como de
costume, também infernizou a zaga adversaria, mas dessa vez como coadjuvante;
foram “só” um gol e uma assistência para o camisa 9. Kyogo Furuhashi e Sho Inagaki
também entraram com vontade. Ambos marcaram dois gols, seus primeiros com a
camisa nipônica. Inagaki, que estreava neste jogo, marcou dois golaços. O
primeiro foi marcado após um passe de Osako dentro da área, que Inagaki pegou
de chapa e mandou no canto direito do goleiro da Mongólia com violência. Aos
93, no ultimo lance do jogo, Inagaki fechou a goleada com um petardo de
direita; após a bola sobrar na área, o camisa oito virou o corpo soltando o pé,
mandando a bola no ângulo. Pronto, taí; catorze a zero. Ufa.
Nem conseguimos falar
sobre o, geralmente destacado, Endo, que controlou o jogo no meio sem maiores
problemas, o lateral-esquerdo Ogawa, que atacou muito pela esquerda mas sem a
mesma qualidade de seu oposto, Matsubara, os zagueiros Yoshida (que deu uma
assistência) e Tomiyasu, que não tiveram trabalho algum, e o arqueiro Gonda,
que agora soma 15 clean-sheets em 17
partidas na era Moriyasu.
A Mongólia, por sua
vez, é agora o primeiro time matematicamente eliminado do Grupo F das eliminatórias.
Quem leu a prévia do jogo aqui no Japão FC sabe que o técnico Eslovaco,
Ratislav Bozik, disse que seu time estava animado para mostrar seu futebol
contra uma grande equipe como o Japão—e deu no que deu. A equipe da Mongólia
ate mostrou empenho, principalmente no começo de cada tempo, mas no final do
jogo, desligou completamente. Em um ar de fim de pelada de condomínio, viu o Japão
fazer quatro gols nos últimos seis minutos de jogo. Afinal, até os 87, o placar
estava em um respeitável 10 a zero(!) Outra curiosidade é que Bozic estreou no
comando da Mongólia justamente neste jogo contra o Japão. Bom, pelo menos não
tem como ficar pior né... acho (GOOOL do Japão!).
O Japão tem mais três
jogos na segunda fase das eliminatórias asiáticas, dois com data marcada,
contra Tajiquistão e Quirguistão, nos dias 7 e 15 de junho deste ano. A partida
adiada contra Mianmar (esse não por conta do Coronavírus, mas sim devido a instabilidade política em que o país vive, devido a um golpe militar) ainda não tem nova data marcada. Com mais uma vitória,
o Japão assegura a classificação para a próxima fase.
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