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PRÉ-JOGO: Samurais Azuis encaram teste de fogo longe de casa

Depois de quase um ano da virada no Catar, Japão e Alemanha se reencontram em Wolfsburg

Em bom momento, Samurais Azuis se preparam para o reencontro com os alemães
Foto: Getty Images

Neste sábado, Japão e Alemanha realizam o primeiro amistoso da data FIFA de setembro. As duas seleções voltam a se encontrar após a virada japonesa na Copa do Mundo de 2022 no Catar, mas agora em outro momento para ambas as equipes.

Se por um lado a Alemanha venceu apenas dois jogos desde a última vez que enfrentou o Japão (4x2 contra a Costa Rica na Copa e 2 a 0 no Peru em março), os comandados de Hajime Moriyasu estão passando por um momento de transição, onde novos atletas vão ganhando oportunidades e novos sistemas são testados pela comissão técnica.

Diferentemente das últimas partidas realizadas pela seleção japonesa, desta vez os amistosos serão em solo europeu. O jogo deste sábado contra a Alemanha será em solo alemão, enquanto a partida de dia 12, contra a Turquia, será realizada na Bélgica. É a primeira oportunidade de ver a equipe de Moriyasu jogando sem o apoio da maioria dos torcedores presentes.


RELEMBRE O ÚLTIMO JOGO

Ritsu Doan comemora o gol de empate diante da Alemanha no Mundial de 2022
Foto: Getty Images

O último duelo entre as duas equipes foi na partida de estreia do Grupo E na Copa do Mundo do Catar, que ainda contava com Espanha e Costa Rica e era considerado como o ‘Grupo da Morte’.

Os alemães de Hansi Flick foram ao gramado do Estádio Internacional Khalifa com: Neuer; Süle; Rüdiger; Schlotterbeck e Raum, Kimmich; Gündogan e Musiala, Müller; Gnabry e Havertz.

Já Moriyasu enviou à campo: Gonda; Sakai; Yoshida; Itakura e Nagatomo, Endo; Tanaka e Kamada, Junya Ito; Take Kubo e Maeda.

O duelo teve uma grande participação de Maeda, logo no comecinho, com um gol anulado do atacante do Celtic, mas depois só deu Alemanha, com Gonda fazendo inúmeros milagres e, até mesmo, cometendo um pênalti em cima de Raum. A penalidade foi cobrada e convertida por Gündogan.

Parecia que o Japão seria presa fácil para os alemães, muito por conta de uma escalação errada de Moriyasu, que sobrecarregou demais o lado direito defensivo, com Sakai e Yoshida não conseguindo segurar os avanços de Musiala e Gnabry, além das ultrapassagens de Raum. Enquanto Nagatomo precisava que Tanaka saísse do meio para ajudá-lo a marcar Havertz e Müller.

O então jogador do Chelsea ainda teve um gol anulado no primeiro tempo, por exemplo.

As coisas começaram a mudar quando Moriyasu colocou Tomiyasu, Doan e Mitoma, mudando o 4-2-3-1 para um 3-4-3, dando amplitude e agressividade ao time. Agora era o Japão que tinha as dobradinhas, na direita com Ito e Doan e na esquerda com Mitoma e Minamino.

Foi assim que o gol de empate saiu, com Mitoma e Minamino trabalhando pelo lado esquerdo e Doan colocando pra dentro.

Depois do empate, o Japão ficou em cima e no final do jogo, Itakura arrumou um belo passe e Asano venceu Neuer para virar o placar e garantir a primeira vitória japonesa sobre uma seleção campeã mundial.

A vitória japonesa sobre a Espanha, na rodada final, eliminou os alemães ainda na primeira fase.


COMO CHEGA A ALEMANHA

Os alemães não vivem um bom momento
Foto: Getty Images

Não é o melhor momento da história do futebol alemão, pelo menos pra seleção tetracampeã do mundo.

Depois de ser campeã no Maracanã em 2014, os europeus foram eliminados na fase de grupos das duas últimas copas e ainda quase caíram de divisão na Liga das Nações da UEFA.

Nos últimos 4 jogos do time de Hansi Flick, foram 3 derrotas e apenas 1 empate, com 9 gols sofridos e 5 marcados.

Embora novos talentos continuem surgindo dentro da Bundesliga, a seleção alemã vem tendo dificuldades em encontrar o melhor esquema de jogo, principalmente depois da aposentadoria de Lahm, deixando a Alemanha sem um nome forte na lateral direita.

Flick tem apostado em um esquema de 3 zagueiros, mas as alas e o comando do ataque ainda são um grande problema para o ex-treinador do Bayern de Munique. Desde a última copa, por exemplo, Havertz e Füllkrug se revezam na função de 9, enquanto Henrichs, Gosens, Raum e Hoffman vem sendo testados pelas alas.

A Alemanha também está sendo forçada a iniciar a transição no gol antes do que imaginava, com a séria lesão de Manuel Neuer, Hansi Flick já está testando outras opções para a camisa 1.

O time provável de Flick deve ser: Marc-André ter Stegen; Niklas Süle Antonio Rüdiger, Nico Schlotterbeck e Joshua Kimmich; Ilkay Gündogan Emre Can e Florian Wirtz, Leroy Sané; Serge Gnabry e Kai Havertz.


COMO CHEGAM OS SAMURAIS

Foto: Getty Images

O Japão passa por um momento de transição. Embora Hajime Moriyasu tenha sido mantido no cargo, já não conta mais com alguns jogadores que foram ao Catar, como Maya Yoshida e Yuto Nagatomo.

A principal dificuldade do treinador vem sendo encontrar um nome para substituir Nagatomo na esquerda. Moriyasu por vezes escala Hiroki Ito por ali, mas já foi comprovado pelas atuações, que Hiroki se sente melhor jogando pelo lado esquerdo da zaga, não como lateral, ou ala. Até por isso, Ryoya Morishita vem ganhando oportunidades, com Seiya Maikuma, do Cerezo Osaka, ganhando uma convocação de estreia.

No mais, parece que a linha de 3 zagueiros está sendo cada vez mais abraçada pela equipe técnica, principalmente para ter na linha de zaga os excelentes Ko Itakura e Takehiro Tomiyasu, além de dar espaço para um crescente Yukinari Sugawara na ala direita.

O Japão teve boas atuações após o mundial do Catar, são 2 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota, com 12 gols marcados e apenas 4 sofridos.

Vale ressaltar que todas essas datas FIFA estão servindo para que a comissão encontre um time para enviar novamente ao Catar, dessa vez para a Copa da Ásia, que ocorrerá no início de 2024.

Por isso, Moriyasu deve enviar à Volkswagen Arena: Kosuke Nakamura; Yukinari Sugawara; Takehiro Tomiyasu; Shogo Taniguchi; Ko Itakura e Ryoya Morishita, Wataru Endo e Daichi Kamada, Junya Ito (ou Take Kubo); Kaoru Mitoma e Ayase Ueda (ou Kyogo Furuhashi).

A partida ocorre neste sábado, às 15:45 pelo horário de Brasília e terá transmissão pro Brasil pelo Star+ com narração de Elaine Trevisan e comentários de André Donke.







SOBRE O AUTOR:





MATHEUS BRAGA | @oMatheusBPaes -  Formado em Jornalismo pelo Mackenzie, pós-graduando em Jornalismo Esportivo pela Cásper Líbero. Consumidor de light novels, mangás e animes e apaixonado pela cultura oriental.


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