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GUIA J1 LEAGUE 2023

Fique por dentro de todas as novidades da mais nova edição do Campeonato Japonês, conferindo detalhadamente cada uma das equipes, seus reforços, treinadores e como chegam para a temporada

Foto: Japão FC

Competição completa trinta anos e chega com mudanças para
2023, impactando também no futuro do certame. Diferente da última temporada, a
liga nacional terá somente um único rebaixado, enquanto três equipes terão
acesso para a elite japonesa em 2024
fato este que “equilibrará” as
divisões do futebol japonês, fazendo com que todas elas possuam exatos vinte
times, com três rebaixados e três promovidos no futuro. Será a última edição
com dezoito clubes participantes.



Demos adeus ao Shimizu S-Pulse e ao Júbilo Iwata na
última temporada. Esse acontecimento faz com que tenhamos a primeira temporada
na J1 sem nenhum clube da Prefeitura de Shizuoka.



Por outro lado, o Kyoto Sanga, que terminou na zona de
play-offs de descenso, conseguiu manter-se na elite em duelo decisivo com o
Roasso Kumamoto. Seria a primeira promoção do Roasso para a primeira divisão.



Quem está chegando para a J1 deste ano são o Albirex
Niigata com a taça da J2 e o vice-campeão, o Yokohama FC, retornando após uma
temporada fora.



O leitor pode conferir abaixo em detalhes todas as
informações organizadas a respeito das equipes. Em textos, você pode
compreender o histórico dos clubes, o contexto, suas negociações e seus
possíveis times titulares. Também entramos em contato com torcedores de alguns
clubes e trouxemos suas opiniões próprias, gerando ainda mais conteúdo.



No decorrer da matéria, será possível encontrar materiais
específicos sobre os atletas brasileiros e também sobre a “dança das cadeiras”
envolvendo os técnicos
Nelsinho Baptista segue sendo o único representante do
Brasil.



📊 Última campanha: 1° lugar e campeão da J2 (25V/09E/08D |
84 pontos)



📋 Técnico: Rikizo Matsuhashi



📈 Melhor temporada: 2007 (6° lugar)



🏟Estádio: Denka Big Swan Stadium




Após cinco anos de luta na segunda divisão, o Albi
finalmente retornou para a elite japonesa — mas não pense que foi tarefa fácil.
Figurando na J1 entre 2004 e 2017, a equipe conseguiu boas campanhas, como o 6°
lugar em 2007 (o seu melhor desempenho até os dias atuais), e o 7° lugar de 2013.
No entanto, os anos seguintes foram ficando cada vez mais difíceis, e os
resultados ruins em 2015 e 2016 (15° colocado em ambas as edições), davam
indícios do que estava por vir: o descenso em 2017 para a J2.



Trocando de técnico em mais de uma ocasião por ano, a
equipe de Niigata fracassava em reagir e o pesadelo aumentava a cada edição, já
que o clube “abriu” a segunda divisão terminando na 16ª posição em 2018 e em
10° no ano seguinte, posições distantes daquelas que promoviam uma vaga para a
J1. O sonho parecia tão longe quanto.



Foi então que Albert Puig surgiu. O treinador espanhol e “barcelonista”
conseguiu dar uma “nova cara” ao Albi; ele fazia um bom trabalho, mas o
objetivo de classificar o time de volta a liga principal não estava vindo.
Apesar do sopro de criatividade e o alento que circulava o time, ele ainda se
mostrava irregular.



Puig ficou no Denka Big Swan Stadium em mais de oitenta
partidas e se despediu quando o FC Tokyo o contatou.



A escolha da diretoria pelo novo chefe em 2022 despertou
certa desconfiança em muitos. Rikizo Matsuhashi era a “bola da vez”, fazendo
com que o Albirex Niigata voltasse a ter um técnico japonês; não era um
treinador renomado ou experiente — pequeno dentro do próprio futebol local. Ele
havia trabalhado com Ange Postecoglou, que hoje dirige o Celtic (ESC), depois
de uma grande passagem pelo Yokohama F. Marinos. O trabalho era duro pela
frente: evitar repetir o mal desempenho de Koichiro Katafuchi no passado e
promover o time.



Com quase cinquenta jogos disputados e perto dos 60% de
aproveitamento, Matsuhashi pode ser considerado o homem responsável por termos
o Albi na elite local este ano. Ele trouxe a consistência que Puig não havia
conseguido; potencializou seus jogadores, tornou-se um “bicho-papão” em casa
com o apoio de sua torcida e conquistou o bi-campeonato da J2 com uma bela
campanha — o melhor ataque do campeonato e também a melhor defesa.



Postados em um 4—2—3—1, o Albi ainda mantém consigo o
legado do técnico passado e a “paixão” pelo controle da bola, arriscando sempre
sair jogando desde o goleiro Ryosuke Kojima e mantendo o controle do jogo; a
equipe tem uma marcação forte no meio de campo, o que também auxilia na rápida
recuperação da posse para voltar a ter a partida sob suas rédeas, tendo o
volante Takahiro Ko, como um dos pilares desse modelo de jogo.



O campeão da segunda divisão também tem o costume de
movimentar a bola até determinada região do campo, forçando os jogadores
adversários a se agruparem, fato que leva, em muitas vezes, a permitir espaços
para que o portador da posse encontre seus companheiros em espaços livres de
marcação — não é exatamente a mesma coisa, mas você pode traçar um paralelo com
o Fluminense (BRA), da última temporada, quando o time comandado por Fernando
Diniz “arrastava” seus jogadores para o mesmo setor da bola, obrigando o time
oponente a se “reorganizar” e se aglomerar da mesma forma, levando o time a
jogar com mais proximidade.



Para 2023 o objetivo principal deve ser a permanência. A
equipe manteve o elenco e possivelmente terá o mesmo time-base. Apesar do
plantel modesto, o time conta com bons valores e não deve ser desrespeitado. As
saídas foram poucas, caso do atacante português Alexandre Guedes, que foi para
o Paços de Ferreira (POR); mas o time contratou Shusuke Ota, que estava no FC
Machida Zelvia. Ele marcou 11 gols na J2 anterior.



Além disso, Ryotaro Ito, meio-campista que já atuou tanto
centralizado quanto aberto, distribuiu 11 assistências na campanha do título e
chega como destaque; ele tem 24 anos e começou a carreira no Urawa Reds.



Além do
arqueiro já citado e do volante Ko, o zagueiro Michael James, o lateral
esquerdo Yuto Horigome e o outro meio-campista Yoshiaki Takagi, estiveram no “time
ideal” da J2, e estarão presentes no novo ano.























 

📢 A voz do torcedor: 



Bem, nós fomos
promovidos para a J1 este ano. O nosso principal jogador é o Ryotaro Ito, mas
ainda temos outros bons nomes no plantel.
” (@albiinyo_04).

A maioria dos nossos jogadores continuaram para este ano, então o estilo de jogo vai ser mantido, o que é bom. Temos trabalhado para nos tornarmos um time que possa competir na primeira divisão do Japão.(@KANO_alb).




️ Chegadas:



• Naoto Arai
(defensor, Cerezo Osaka)



• Danilo Gomes
(meio-campista, São Paulo/BRA)



• Shusuke Ota
(atacante, FC Machida Zelvia)



• Gustavo
Nescau (atacante, Cuiabá/BRA)



️ Saídas:



• Ippey
Shinozuka (meio-campista, Kashiwa Reysol. Fim do empréstimo)



• Alexandre
Guedes (atacante, Paços de Ferreira/POR)



• Ken Yamura
(atacante, Fujieda MYFC, empréstimo)






📊 Última campanha: 14° lugar (09V/11E/14D | 38 pontos)



📋 Técnico: Shigetoshi Hasebe



📈 Melhor temporada: 2021 (8° lugar)



🏟Estádio: Best Denki Stadium




A vespa tem de manter os olhos bem abertos para a
temporada que se inicia. Depois de uma boa campanha em 2021 quando retornou
para a primeira divisão e conseguiu o seu melhor desempenho, repetir o feito ou
manter o nível no ano seguinte teria sido um grande resultado, mas quando a bola
rolou, as coisas não fluíram dessa forma.



Com um orçamento limitado e um plantel sem muitas peças
renomadas, o Avispa Fukuoka deve encontrar ainda mais problemas para o
campeonato deste ano, mas é para isso que eles contam o comandante Shigetoshi
Hasebe. No clube desde 2020, ele “conhece a casa”, e sabe que na J-League, você
não pode dar “sopa ao azar”.



Na última temporada a equipe mostrou ainda mais
dificuldades em produzir ofensivamente. A contratação do brasileiro Lukian não
deu certo, e o Avispa concluiu a liga com o pior ataque do certame — foram
somente 29 gols marcados.



Para isso o clube foi ao mercado e trouxe o atacante
Ryota Sato para ajudá-los. Ele estava no Tokyo Verdy, disputando a J2, tendo
anotado 13 gols — um dos artilheiros, além de ser um bom perseguidor em
marcações altas. O clube acabou perdendo jogadores importantes como o
meio-campista belga Jordy Croux, que foi para o Cerezo Osaka, o defensor
Takaaki Shichi, negociado com o Sanfrecce Hiroshima e o atacante espanhol
Juanma Delgado, acertado com o V-Varen Nagasaki. Apesar destas baixas, a vespa
ainda conta com Shun Nakamura e Hiroyuki Mae, dois volantes de qualidade e que
em boa forma podem prestar um excelente serviço — ainda assim, a dupla não pode
ser responsabilizada totalmente pela transição defesa-ataque. Alguém precisará colocar
a “bola na caixa”. Foi o caso de Yuya Yamagishi em 2022, artilheiro da equipe,
marcando 10 gols na J-League.



A contratação de Kazuya Konno, que já foi chamado de “Messi
do FC Tokyo”, pode suprir a perda de Croux, apesar de não possuírem exatamente as mesmas características. Não deixar a torcida “na saudade” já será de bom grado.



Há também algumas questões e dúvidas que serão sanadas
somente quando o campeonato começar. Vimos Hasebe utilizar três zagueiros em
algumas ocasiões no último ano, mas isso não deve se repetir, acreditamos. Marcar
alto, subindo a marcação, foi algo que notamos também, mas o time não se
adaptou muito bem. Manter e tentar progredir, ou voltar ao “básico”? O jogo,
“alargando” o campo e focando nos pontas para cruzarem para a área também foi
algo corriqueiro.



O elenco também está envelhecendo, e alguns nomes podem
não repetir a minutagem. Manter o time saudável será uma cartada positiva para
evitar sustos.


📢 A voz do torcedor:



Nós estamos
montando um time para permanecer na J-League. O padrão da nossa defesa é bom, e
sofremos poucos gols, mas precisamos variar o nosso ataque para marcar mais.
Shichi, Croux e Juanma eram bem participativos, mas eles foram embora. Nos
reforçamos com Kamekawa, Konno e Sato, mas o poderio ofensivo ainda é inferior.
Ainda assim, nós temos espaço para a cota de estrangeiros (
atualmente são
três). Há a possibilidade de algum
reforço adicional ofensivo vindo de fora.



Mas é claro, se Yamagishi, o nosso artilheiro
no ano passado e os estrangeiros Lukian e John Mary, e o estreante Sato
alcançarem dois dígitos, não haverá necessidade de contratações.” 
(@koken1122).




⬆️ Chegadas:



• Daiki Sakata (goleiro, Iwaki FC)



• Masashi Kamekawa (defensor, Yokohama FC)



• Itsuki Oda (defensor, Kashima Antlers)



• Yosuke Ideguchi (meio-campista, Celtic/ESC, empréstimo)



• Kazuya Konno (meio-campista, FC Tokyo)



• Ryoga Sato (atacante, Tokyo Verdy)



• Reiju Tsuruno (atacante, Universidade de Fukuoka)



 



⬇️ Saídas:



• Rikihiro Sugiyama (goleiro, aposentadoria)



• Yuta Kumamoto (defensor, Montedio Yamagata)



• Kaito Kuwahara (defensor, liberado)



• Takaaki Shichi (defensor, Sanfrecce Hiroshima)



• Naoki Wako (defensor, liberado)



• Jordy Croux (meio-campista, Cerezo Osaka)



• Yuji Kitajima (meio-campista, Todyo Verdy. Empréstimo)



• Juanma Delgado (atacante, V-Varen Nagasaki)



• Toshiki Toya (atacante, liberado)



• Daiki Watari (atacante, Tokushima Vortis)





📊 Última campanha: 5° lugar (13V/12E/09D | 51 pontos)



📋 Técnico: Akio Kogiku



📈 Melhor temporada: 2010 e 2017 (3°
lugar)



🏟Estádio: Yodoko Sakura Stadium




A metade rosa de Osaka vai muito bem, mas espera melhorar
ainda mais neste ano. Akio Kogiku substituiu Levir Culpi para fazer um
elogiável trabalho; teria sido ainda melhor caso o Sanfrecce Hiroshima não
realizasse uma virada histórica na final da Copa da Liga. A Cerejeira ficou com
o vice-campeonato pela segunda vez consecutiva.



O time conseguiu superar os resultados negativos do mês
de agosto e terminou a J-League na 5ª colocação, tendo sonhado com uma
classificação para a Liga dos Campeões da Ásia — que acabou não vindo.



Agradando a diretoria, Akio Kogiku permanece no comando
técnico, e a manutenção do trabalho pode ser uma peça fundamental para uma nova
boa temporada; em campo o time pode não ter emplacado nenhum destaque absoluto,
mas muitos nomes mostraram o seu valor — fato que nos leva a ver que Mutsuki
Kato foi o artilheiro do Cerezo Osaka com somente 06 gols. O australiano Adam
Taggart e o brasileiro Jean Patric aparecem logo atrás, ambos com 05 gols
marcados, mas não estarão presentes em 2023.



Mas se há brasileiro se despedindo, há brasileiro
chegando: Léo Ceará, que estava no Yokohama F. Marinos, chega para ser a
solução e “o cara” do ataque; ele bateu a marca de dois dígitos de forma
consecutiva nas últimas duas temporadas, marcando 10 gols na J-League de 2021 e
mais 11 em 2022, além de ser campeão nesta própria edição com o Tricolore.



As lesões de jogadores como Riki Harakawa e Hinata Kida
abriram espaço para que Tokuma Suzuki pudesse aparecer no segundo semestre. O
meio-campista agregou ao time com um forte senso de jogo, quase um “ritmista”,
e pode ajudar novamente. Hirotaka Tameda foi outro jogador que se aproveitou de
saídas de companheiros — neste caso a de Takashi Inui após seu decepcionante
regresso a Cerejeira.



Há também outros nomes interessantes para ficarmos de
olho, inclusive alguns reforços, como o belga Jordy Croux, que chega como
destaque do Avispa Fukuoka. Também será curioso acompanharmos o tempo de jogo
de jovens jogadores, como Kosei Okazawa, que estava no Red Bull Bragantino (BRA),
em empréstimo em uma parceria junto com a patrocinadora do Cerezo Osaka, a
Yanmar. Com a camisa 10, Okazawa chamou a atenção e brilhou na campanha do
Massa Bruta, que acabou eliminado nas oitavas de final. Nós fizemos uma
entrevista incrível com ele em nosso canal, e você pode assistir clicando aqui.



Além dele, Nelson Ishiwatari, meio-campista que já foi o
10 das seleções de base do Japão foi promovido, e ao lado dele, também teremos
Reiya Sakata, que jogava no Colégio Higashiyama. Ofensivo e veloz, ele pode
surpreender. Rui Osako, outro garoto, era meio-campista da Kamimura Gakuen. Nascido em 2004, é portador de uma canhota “enjoada”. Com muita visão de jogo e precisão nos lançamentos longos, é mais um prospecto para se ficar de olho.



A principal novidade na Cerejeira é o retorno de ninguém
mais, ninguém menos, que Shinji Kagawa: formado no clube em 2006, o meia está
“voltando” para a sua casa após treze longos anos — ele saiu do Cerezo Osaka em
2010.



Há tempos o boato sobre o seu retorno é noticiado, mas
nunca fora concretizado. Agora, com 33 anos de idade e vindo do Sint-Truidense
V.V. (BÉL), o ídolo japonês vai estar uma vez mais vestindo o rosa de Osaka.



Neste tempo, Kagawa realizou boas temporadas no futebol
europeu na década passada, além de ter disputado duas Copas do Mundo, em 2014 e
2018. Certamente a sua contratação é um dos pontos altos da da J-League deste
ano.



Com a continuidade do trabalho, um 4—4—2 coeso e liderado
pelo ótimo zagueiro croata Matej Jonji
ć, o Cerezo Osaka tem boas opções e sonhará com uma “Last
Dance
” de Shinji Kagawa para quem sabe, al
çar voos ainda mais altos no cenário nacional.


📢 A voz do torcedor:



Nós terminamos em
5° no ano passado, e vamos com o objetivo de nos classificarmos para a Liga dos
Campeões. Léo Ceará, Jordy Croux e o Capixaba são alguns dos nossos
estrangeiros e a nossa intenção é também melhorar o número de gols. Nós
torcedores estamos realmente ansiosos para a temporada!
” (@ggjtnw).



Quase todos os
jogadores da última temporada foram mantidos, então nós já temos um time-base.
Poucos se transferiram, como o Adam Taggart e o Patric — o primeiro foi o nosso
goleador. Não esperávamos que ele saísse. Agora o Capixaba foi contratado. Se
tudo ocorrer bem, nós vamos lutar pelo terceiro lugar.
” (@NKY1721).




⬆️ Chegadas:



• Yang Han-been (goleiro, FC Seoul/COR)



• Jordy Croux (meio-campista, Avispa Fukuoka)



• Nelson Ishiwatari (meio-campista, Cerezo Osaka Sub-18)



• Shinji Kagawa (meio-campista, Sint-Truidense V.V./BÉL)



• Kosei Okazawa (meio-campista, Red Bull Bragantino/BRA.
Retorno de empréstimo)



• Rui Osako (meio-campista, Colégio Kamimuragakuen)



• Reiya Sakata (meio-campista, Colégio Higashiyama)



• Capixaba (atacante, Juventude/BRA)



• Shota Fujio (atacante, Tokushima Vortis. Retorno de
empréstimo)



• Shinnosuke Kinoshita (atacante, Cerezo Osaka Sub-18)



• Léo Ceará (atacante, Yokohama F. Marinos)



 



⬇️ Saídas:



• Shu Mogi (goleiro, FC Gifu)



• Naoto Arai (defensor, Albirex Niigata)



• Yusuke Maruhashi (defensor, BG Pathum United/TAI,
empréstimo)



• Tiago Pagnussat (defensor, Ceará/BRA)



• Chaowat Veerachart (meio-campista, BG Pathum
United/TAI. Fim do empréstimo)



• Takaya Yoshinare (meio-campista, FC Osaka)



• Bruno Mendes (atacante, Deportivo Maldonado/URU. Fim do
empréstimo)



• Jean Patric (atacante, Vissel Kobe)



• Adam Taggart (atacante, Perth Glory FC/AUS)



• Hiroto Yamada (atacante, Vegalta Sendai, empréstimo)






📊 Última campanha: 6° lugar (14V/07E/13D | 49 pontos)



📋 Técnico: Albert Puig



📈 Melhor temporada: 2019 (vice-campeão)



🏟Estádio: Ajinomoto Stadium



Havia expectativa de sobra sobre o FC Tokyo na última
temporada — e não pense que será diferente em 2023. Iniciada uma nova era no
clube, a equipe agora vai para o seu segundo ano sob uma nova gestão com o grupo
MIXI como proprietário; Albert Puig foi o treinador eleito para dar o pontapé
inicial na “nova fase” e conseguiu uma boa colocação em 2022, superando o 9°
lugar de 2021.



Agora espera-se que o clube da capital evolua ainda mais.
A palavra “paciência”, ressaltada e destacada pelo técnico durante o ano
anterior deve ser mantida e levada a sério, mas dar um passo a mais não seria
exagero. As oscilações — normais, como em todo início de trabalho — devem ser
reduzidas, e os jogadores que sofreram algumas turbulências pela drástica
mudança de estilo de jogo, já estão mais aptos ao novo modelo, e o “DNA” de
Puig pode percorrer de forma mais confortável entre os seus comandados — Kenta
Hasegawa, técnico do Tokyo durante os anos de 2017 e 2021 jogava de outra
forma.



O brasileiro Adaílton segue como principal nome dos
Tanukis; o extremo tornou-se “homem-gol” na última temporada, anotando 12
tentos na J-League — o artilheiro foi o compatriota Thiago Santana, do Shimizu
S-Pulse, que marcou 14. Com uma grande temporada feita, ele receberá a
companhia de um novo brazuca: Perotti, atacante de 25 anos, que chega por
empréstimo da Chapecoense (BRA).



Puig também pode contar com a manutenção de bons
jogadores como o atacante Ryoma Watanabe, o volante Shuto Abe e o sempre útil
Diego Oliveira; além deles, os mais novos não podem ser ignorados: o lateral
esquerdo Kashif Bangnagande aproveitou bem as oportunidades e merece ainda mais
cuidados para a temporada que se inicia — caso semelhante ao de Kuryu Matsuki,
promessa colegial de muitíssima qualidade. O meio-campista Ryunosuke Sato, de
16 anos e ainda no ensino médio, pode “surgir” e é considerado uma promessa
local.



Por último, mas não menos importante a respeito de jovens
nomes, esperamos que Naoki Kumata apareça mais vezes e tenha tempo para mostrar
o seu futebol, apesar de ser muito novo. A palavra “paciência” terá de ser bem
utilizada.



Teruhito Nakagawa, craque da J-League de 2019 também foi
um dos reforços, mas cuidados com o seu físico será necessário para poder
aproveitá-lo ao máximo.























 

📢 A voz do torcedor:



O nosso objetivo
tem de ser ganhar a liga, e os principais jogadores do elenco são os
brasileiros Henrique (
Trevisan),
Diego Oliveira, Adaílton e Leandro, e agora contratamos o Perotti.” 
(@kei_fct_44).



“Sinto que o Tokyo se reforçou de forma
agressiva e se tornou mais propulsivo. Nakagawa do Marinos, Koizumi do Tosu,
Tokumoto do Okayama e Perotti, que vem do Brasil. Se eles estiverem aptos,
estaremos em condições de buscar o título. Diego, Leandro, Adaílton, Matsuki,
Nagatomo e Morishige também estão em boa forma. Tenho expectativa com eles.” 
(@nirusu1976).




⬆️ Chegadas:



• Taishi Brandon Nozawa (goleiro, Iwate Grulla Morioka.
Retorno de empréstimo)



• Kanta Doi (defensor, FC Tokyo Sub-18)



• Kenta Higashi (defensor, FC Tokyo Sub-18)



• Shuhei Tokumoto (defensor, Fagiano Okayama)



• Yuta Arai (meio-campista, Colégio Shohei)



• Kei Koizumi (meio-campista, Sagan Tosu)



• Hisatoshi Nishido (meio-campista, Universidade Waseda)



• Kota Tawaratsumida (meio-campista, FC Tokyo Sub-18)



• Tsubasa Terayama (meio-campista, Universidade Juntendo)



• Naoki Kumata (atacante, FC Tokyo Sub-18)



• Tehuhito Nakagawa (atacante, Yokohama F. Marinos)



• Leon Nozawa (atacante, SC Sagamihara. Retorno de
empréstimo)



• Perotti (atacante, Chapecoense/BRA, empréstimo)



 



⬇️ Saídas:



• Go Hatano (goleiro, V-Varen Nagasaki. Empréstimo)



• Akihiro Hayashi (goleiro, Vegalta Sendai)



• Sodai Hasukawa (defensor, Ventforet Kofu. Empréstimo)



• Makoto Okazaki (defensor, Roasso Kumamoto)



• Rio Omori (defensor, Omiya Ardija. Empréstimo)



• Yuki Kajiura (meio-campista, Zweigen Kanazawa.
Empréstimo)



• Kazuya Konno (meio-campista, Avispa Fukuoka)



• Hirotaka Mita (meio-campista, Yokohama FC)



• Manato Shinada (meio-campista, Ventforet Kofu.
Empréstimo)



• Kojiro Yasuda (meio-campista, Toshigi SC. Empréstimo)



• Luiz Phellype (atacante, Sporting/POR. Fim do
empréstimo)



• Keita Yamashita (atacante, Shonan Bellmare. Empréstimo)








📊 Última campanha: 15° lugar (09V/10E/15D | 37 pontos)



📋 Técnico: Dani Poyatos



📈 Melhor temporada: 2005 e 2014
(Campeão)



🏟Estádio: Panasonic Stadium
Suita




Apesar de alguma expectativa no ano passado, o chamado “Katanosoccer”
falhou retumbantemente em Osaka. Hiroshi Matsuda assumiu o controle para
concluir a temporada e manteve a equipe na primeira divisão japonesa; para
2023, a bola da vez é um europeu: o espanhol Dani Poyatos, que dirigia o
Tokushima Vortis, agora será o novo técnico do Gamba — a última vez que um
europeu dirigiu o clube foi em 1999 com o francês Frédéric Antonetti.



O time da cidade de Suita pode ter mudanças notórias com
a chegada do novo treinador: o modesto 4—4—2 em bloco baixo deve dar lugar a um
4—3—3, com direito ao “jogo posicional”, mas com a manutenção da posse de bola
como em outrora, por exemplo — apesar de nas palavras do próprio Poyatos, ele
montará seu time titular de acordo com as peças, então não há garantias, apesar
de tudo. Ainda dentro das quatro linhas e avaliando o mercado feito pela
diretoria, o futebol de bolas longas e esticadas para a dupla de brasileiros
Patric e Leandro Pereira também não estará mais presente para este ano, já que
ambos estão fora do clube (o primeiro jogará pelo Kyoto Sanga, e o segundo foi
liberado). Um estilo de jogo mais aproximado deve romper com o modelo passado.
Para o ataque, o clube contratou o tunisiano Issam Jebali, que jogava no
futebol dinamarquês e defendia o Odense Boldklub. Ele esteve no plantel do seu país
para a Copa do Mundo do Catar e foi titular diante da Dinamarca e da Austrália;
foi reserva e entrou no decorrer da partida contra os franceses em jogo válido
pela última rodada.



O sistema defensivo deixou a desejar no ano passado e há
de receber mais atenção agora; o zagueiro Gen Shoji foi negociado com o Kashima
Antlers. Riku Handa chegou do Montedio Yamagata e pode jogar em mais de uma
função; polivalente e com passagem pelas categorias de base dos Samurais Azuis,
é uma promessa para Paris 2024. Supondo que ele seja utilizado como lateral pela direita
e não como zagueiro em uma eventual linha de três, ele deixará Ryu Takao no
banco. Keisuke Kurokawa “se salvou” em 2022 e permanecerá para a lateral
esquerda. Há uma questão a ser debatida na meta dos Nerazzurri: Masaaki
Higashiguchi já mostrou o seu valor muitas vezes, mas Kosei Tani está
retornando de empréstimo após exibir muita qualidade no Shonan Bellmare — eles
possuem números semelhantes. Ambos obtiveram 77 defesas na liga passada.
Higashiguchi conseguiu 8 clean-sheets (para nós, placar em branco, saindo zerado
de uma partida), e Kosei Tani, 10, e o segundo ainda defendeu uma penalidade,
diferente do concorrente, que por sua vez executou 45 defesas de dentro da
grande área, uma a mais que Tani. A diferença de idades pode ser um fator
preponderante, pois Higashiguchi é 14 anos mais velho que o seu companheiro
(36×22).



Juan Alano e Dawhan são duas peças que mostraram bom
futebol no último ano e serão fundamentais em uma eventual retomada para os
melhores momentos para o Gamba — o segundo continuará no clube. Ele pertencia
ao Santa Rita (BRA), e pode ser desempenhar papel fundamental dependendo do
esquema escolhido, principalmente caso esteja seja um 4—4—2. Em um eventual
4—1—2—3 preferencial do treinador, ele deve fazer dupla com Yuki Yamamoto, mas
também é provável que Rihito Yamamoto, de 21 anos e prospecto do país, fique
com a vaga absoluta e Dawhan torne-se suplente.



Detentor de dois títulos de J-League (e também campeão de
Copas), os Nerazzurri contam com uma boa torcida, aliados a um clube
estruturado e um belo estádio. Uma guinada positiva é extremamente necessária
para a equipe deixar as más campanhas nas últimas duas temporadas de lado e
evitar tornar-se um fantasma do que já foi um dia.


📢 A voz do torcedor:



Por nome, o nosso principal jogador é o
Takashi Usami. Agora nós também temos o Jebali que foi contratado recentemente.
Shu Kurata é um dos nossos melhores jogadores.” 
(@aiaiharushion).




⬆️ Chegadas:



• Kosei Tani
(goleiro, Shonan Bellmare. Retorno de empréstimo)



• Yusei Egawa
(defensor, V-Varen Nagasaki)



• Riku Handa
(defensor, Montedio Yamagata)



• Yota Sato
(defensor, Vegalta Sendai. Retorno de empréstimo)



• Naohiro
Sugiyama (meio-campista, Roasso Kumamoto)



• Neta Lavi
(meio-campista, Maccabi Haifa/ISR)



• Issam Jebali
(atacante, Odense Boldklub/DIN)



• Dai
Tsukamoto (atacante, Zweigen Kanazawa. Retorno de empréstimo)



 



⬇️ Saídas:



• Taichi Kato
(goleiro, liberado)



• Gen Shoji
(defensor, Kashima Antlers)



• Kosuke Onose
(meio-campista, Shonan Bellmare)



• Mitsuki
Saito (meio-campista, Shonan Bellmare. Fim do empréstimo)



• Ren
Shibamoto (meio-campista, liberado)



• Ryuta
Takahashi (meio-campista, Nara Club, empréstimo)



• Wellington
Silva (meio-campista, liberado)



• Leandro
Pereira (atacante, liberado)



• Harumi
Minamino (atacante, Tegevajaro Miyazaki, empréstimo)



• Patric
(atacante, Kyoto Sanga)



• Isa Sakamoto
(atacante, Fagiano Okayama, empréstimo)







📊 Última campanha: 10° lugar (11V/12E/11D | 45 pontos)



📋 Técnico: Mihailo Petrović



📈 Melhor temporada: 2018 (4°
lugar)



🏟Estádio: Sapporo Dome




A equipe de Hokkaido vem se tornando a legítima
proprietária do meio da tabela da J-League — nas últimas cinco edições, o Consa
ficou em 10° em três delas e em 12° em outra; houve a grande campanha de 2018,
terminando em 4° lugar, para sermos justos, independentemente da quantidade de
equipes disputando a liga.



Para um clube que já foi “iô-iô” entre as divisões, ter
se firmado na elite é um grande trabalho, inegável, mas subir um pouco mais nas
classificações é sempre gratificante, e repetir a belíssima edição de 2018
seria então um espetáculo, mas para isso o comandante Mihailo Petrovi
ć
que dirige o clube há cinco anos — precisará corrigir alguns pontos.



Em um estilo de jogo “excêntrico”, o time de Sapporo se
dispersa em campo em um 3—6—1, podendo ser, à rigor, um 3—4—2—1, mas com seus
jogadores se movimentando e variando de posição a todo instante; em
modo-ofensivo, o time atua sob um 4—1—5, isso mesmo, sem tirar nem pôr — a
ideia é ter um quinteto na frente se sobrepondo as linhas de defesa dos
adversários — veja bem, a maioria dos times atuam com linhas três ou linhas de
quatro, o que fornece ao Consa uma vantagem numérica — mas que em
contrapartida, acarreta em um jogo perigoso para o sistema defensivo. Uma
verdadeira “faca de dois gumes”.



Em fase defensiva, observa-se um 5—4—1 rapidamente para
tentar se proteger — mas muitas vezes não é o suficiente quando o estrago já
foi feito. As transições são um risco, o que faz com que o meio de campo fique
aberto e vulnerável, principalmente aos contra-ataques.



Depois toda essa analise tática, pode-se perceber porque
os jogos do Consadole Sapporo são um “banho” de entretenimento para o
espectador, cheios de emoções e gols — de ambos os lados, claro.



Motivos como esse faz do goleiro Takanori Sugeno o grande
destaque. Caso não fosse por suas grandes atuações, a situação seria bem pior —
o Consa terminou a J-League passada com 55 gols sofridos, a 2ª pior defesa de
todo o certame

só o lanterna Júbilo Iwata sofreu mais, 57. Foi também a 2ª vez que a equipe
mais foi buscar a bola no próprio gol na “era
Petrović”,
perdendo somente para os 58 do ano de 2020.



Para piorar a situação, a ofensividade desta vez não
compensou. Foram 45 gols anotados, o pior ataque em todos os anos de trabalho do
técnico sérvio.



Individualmente falando, temos Ryota Aoki como o
artilheiro da equipe — foram quase 10 gols marcados na temporada passada.
Takuro Kaneko é um dos melhores dribladores da liga, sendo peça fundamental
para o jogo ofensivo fluir; ele sabe acelerar bem o jogo, e quando chega ao
terço-final, pode arrumar problemas para a defesa inimiga. O atacante Taika
Nakashima de apenas 20 também é um bom jogador e espera-se que ele apareça mais
vezes este ano — ele atuou em 15 partidas em 2022, e todas elas saindo do
banco. Com uma boa estatura e mobilidade, ele pode se destacar.



Não podemos deixar de falar dos nossos brasileiros: Lucas
Fernandes segue sendo um perigo constante e um jogador influente; não podemos
dizer o mesmo de Gabriel Xavier. Apesar de bom jogador — e ele já nos provou
isso muitas vezes — o seu 2022 não chamou a atenção. Algumas vezes atuou mais
adiantado que o normal, fato que o prejudicou, já que ele agrega à equipe com
passes e achando espaços. Jogar de costas não faz parte do seu cardápio.



Uma das contratações que pode contribuir em 2023 é a de
Yuya Asano, irmão de Takuma Asano — o “Jaguar”, campeoníssimo pelo Sanfrecce
Hiroshima e que hoje atua no futebol alemão, pelo VfL Bochum (ALE). Você deve
lembrar melhor quando eu disser que ele é quem marcou o gol o gol da vitória
heroica contra a Alemanha na última Copa do Mundo. Yuya, no entanto, é três
anos mais novo e é um dos (poucos) reforços da equipe. Seu último clube foi o
próprio Sanfrecce Hiroshima.



O fato é que a equipe minguou ainda mais na temporada
passada, e correu sérios riscos, mas tudo “acabou bem” com um novo (!) meio de
tabela. É necessário levantar a cabeça e buscar algo a mais, mas infelizmente
não há indícios no atual estágio do ciclo de
Mihailo Petrović.


📢 A voz do torcedor:



Estamos na
primeira divisão e o clube consegue se manter temporada a temporada no meio da
tabela, mas antes ficávamos entre as duas divisões, indo e voltando. O nosso
time tem um estilo agressivo, o que torna as partidas emocionantes. Muitos gols
marcados e sofridos. Também temos muitos jogadores jovens e alguns com
potencial para serem convocados para a seleção nacional. Takuro Kaneko é um dos
melhores dribladores da liga. Tsuyoshi Ogashiwa é muito rápido e consegue sair
bem de trás. Shunta Tanaka é forte e estável e Taika Nakashima, com 20 anos, é
um bom atacante, com velocidade e altura, o que é raro no Japão, então há
expectativas
.” (@D4C__cs).




⬆️ Chegadas:



• Gu Sung-Yun (goleiro, Daegu FC/COR. Fim do contrato)



• Seiya Baba (defensor, Tokyo Verdy)



• Yuya Asano (meio-campista, Sanfrecce Hiroshima)



• Yuki Kobayashi (meio-campista, Vissel Kobe)



• Shingo Omori (atacante, Universidade Juntendo)



 



⬇️ Saídas:



• Kojiro Nakano (goleiro, Zweigen Kanazawa. Empréstimo)



• Taiyo Hama (defensor, liberado)



• Gabriel Xavier (meio-campista, liberado)



• Riku Danzaki (meio-campista, Motherwell/ESC)



• Sora Igawa (meio-campista, Fagiano Okayama. Empréstimo)



• Tomoki Takamine (meio-campista, Kashiwa Reysol)



• Douglas Oliveira (atacante, Iwate Grulla Morioka.
Empréstimo)



• Ren Fujimura (atacante, Iwate Grulla Morioka)



• Shinzo Koroki (atacante, Urawa Reds. Fim do empréstimo)




📊 Última campanha: 4° lugar (13V/13E/08D | 52 pontos)



📋 Técnico: Daiki Iwamasa



📈 Melhor temporada: 1996,
1998, 2000, 2001, 2007, 2008, 2009 e 2016 (Campeão)



🏟Estádio: Kashima Soccer Stadium




O Kashima Antlers não vem fazendo campanhas consideradas
realmente desastrosas na liga nacional, mas você pode esperar mais do grande
campeão do país
o
último caneco da J-League veio em 2016, enquanto o último título em geral,
aconteceu em 2018, com a Liga dos Campeões da Ásia daquele ano.



Com uma diretoria “perdida”, problemas fora de campo e
decisões equivocadas por parte da gestão do clube, o Antlers precisa acertar o
planejamento se quiser voltar aos seus tempos áureos. Daiki Iwamasa assumiu o
cargo da equipe após a saída do suíço René Weiler — ele deixou o time no “G3”,
mas o trabalho não parecia ter futuro, pois pouco acrescentou e já encarava uma
sequência ruim de resultados.



O novo comandante não empolgou, mas o Kashima Antlers
ainda possui qualidade o suficiente para se manter na parte superior da tabela.
Ayase Ueda, por exemplo, rumou para o Velho Continente, para defender Cercle
Brugge (BÉL), mas Yuma Suzuki ainda estava no clube, e ele assumiu a
responsabilidade de ser “o cara” do time, tendo gerado 17 gols na J-League
(foram 07 gols e 10 assistências, sendo o líder no quesito, empatado com Yasuto
Wakizaka, do Kawasaki Frontale). Da mesma forma como ele terminou o ano
passado, ele entra em 2023 em alta. Ryotaro Araki fez um 2021 soberbo, mas o seu último ano foi certamente decepcionante — as lesões impossibilitaram a repetição da boa temporada. Driblando esse problema, o Kashima Antlers certamente terá mais um ótimo jogador disposto a colocar o time na briga pela taça.



A saída de Kento Misao para o Santa Clara (POR) pode ser um problema, mas chegaram Tomoya Fujii (Sanfrecce Hiroshima) e Kaishu Sano
(FC Machida Zelvia) para a mesma região do campo, além do retorno de Naoki
Sutoh, que estava emprestado ao Zweigen Kanazawa 
— Sano, por exemplo, faz pré-temporada elogiável.



Kei Chinen (Kawasaki Frontale) é o principal reforço que
chega para o ataque, mas nenhum setor exigia tanto cuidado quanto o defensivo:
Ikuma Sekigawa tem o seu valor, mas ele precisa de mais auxílio. Além disso, o
brasileiro Bueno foi liberado e Naoki Hayashi, emprestado para o Tokyo Verdy — ambos
sofreram com lesões e não agregaram o que se esperava.



A maior movimentação no mercado do Kashima Antlers
envolve dois zagueiros: Naomichi Ueda chega da Europa para ajudar (ex-jogador
do já citado Cercle Brugge e que estava no Nîmes Olympique, da França), e Gen
Shoji, contratação interna que vestia a camisa do Gamba Osaka — mas uma notícia
ruim já chegou, pois o ex-Nerazzurri se lesionou e deve ficar fora por pelo
menos seis semanas.



O elenco é forte, com peças de bom nível e jovens de
qualidade para figurar na parte de cima da tabela, mas uma “mãozinha” da
diretoria e um trabalho correto de Iwamasa seria de bom grado, e quem sabe o Kashima Antlers não conquiste seu 9° troféu de J-League.
























 📢 A voz do torcedor:



O Kashima vem
forte para este ano. Naomichi Ueda e Gen Shoji foram contratados e eles têm
muita experiência. O time, de um modo geral, definitivamente melhorou.” 
(@ke_yan2525).




⬆️ Chegadas:



• Park Eui-Jeong (goleiro, Colégio Técnico Hanyang/COR)



• Gen Shoji (defensor, Gamba Osaka)



• Keisuke Tsukui (defensor, Colégio Shohei)



• Naomichi Ueda (defensor, Nîmes Olympique/FRA)



• Tomoya Fujii (meio-campista, Sanfrecce Hiroshima)



• Kaishu Sano (meio-campista, FC Machida Zelvia)



• Naoki Sutoh (meio-campista, Zweigen Kanazawa. Retorno
de empréstimo)



• Kei Chinen (atacante, Kawasaki Frontale)



• Yuki Kakita (atacante, Sagan Tosu. Retorno de
empréstimo)



• Shu Morooka (atacante, Universidade Internacional de
Tóquio)



• Itsuki Someno (atacante, Tokyo Verdy. Retorno de
empréstimo)



 



⬇️ Saídas:



• Taiki Yamada (goleiro, Fagiano Okayama. Empréstimo)



• Bueno (defensor, liberado)



• Naoki Hayashi (defensor, Tokyo Verdy. Empréstimo)



• Itsuki Oda (meio-campista, Avispa Fukuoka)



• Ryuji Izumi (meio-campista, Nagoya Grampus)



• Kento Misao (meio-campista, Santa Clara/POR)



• Yoshihiro Shimoda (meio-campista, Iwaki FC. Empréstimo)



• Everaldo (atacante, Bahia/BRA)






📊 Última campanha: 7° lugar (13V/08E/13D | 47 pontos)



📋 Técnico: Nelsinho Baptista



📈 Melhor temporada: 2011
(Campeão)



🏟Estádio: Sankyo Frontier Kashiwa Stadium




Concluindo a sua 10ª temporada como técnico do Kashiwa
Reysol, o nosso brasileiro Nelsinho Baptista com certeza saiu orgulhoso do
trabalho realizado no último ano e chega ainda mais respaldado no clube
aurinegro para 2023; o 7° lugar na J-League passada surpreendeu muita gente, o
que nos deixa ainda mais animados para ver como essa história irá continuar.



As perdas de Michael Olunga e Ataru Esaka — destaques que
saíram em 2021, ainda foram sentidas, mas o clube da província de Chiba se
“encontrou” mesmo sem eles, fazendo um primeiro semestre muito bom — a
“rateada” na segunda metade do ano é plausível quando você não tem um elenco
vasto e recheado de opções.



Mas se o Reysol não esbanja em seu plantel jogadores de
nome e tampouco realiza contratações chamativas, o trabalho do treinador é
ainda mais fundamental, e a manutenção do elenco, tão importante quanto: o
brasileiro Matheus Sávio é peça-chave ao lado dos japoneses, sendo o pilar do
time. Tomoya Koyamatsu, Mao Hosoya, Masato Sasaki e Taiyo Koga; jogadores
imprescindíveis que formam a “espinha dorsal” da equipe.



Com a base mantida, os aurinegros podem esperar repetir a
campanha do ano passado, figurando na primeira parte da tabela; ajustes podem
ser essenciais, e como futebol é uma “caixinha de surpresas”, incomodar o
pelotão de frente pode sim acontecer — a ver como os reforços encaixam. Jogadores
como Keiya Sento, vindo do Nagoya Grampus e Kota Yamada, do Montedio Yamagata,
não devem fazer feio, e vão brigar por seus lugares no time titular.
























 📢 A voz do torcedor:



Nós somos uma
equipe intermediária na liga. Nos concentramos no desenvolvimento de jovens
jogadores e na contratação por parte de clubes juvenis e parceiros. Temos
alguns nomes brasileiros talentosos, como o Matheus Sávio. Mao Hosoya é o nosso
atacante a ser observado. Ele venceu o prêmio de Melhor Jogador Jovem da
temporada passada e é um candidato às Olimpíadas de Paris.” 
(@abk_reysol_kdn).




⬆️ Chegadas:



• Taiga Oliver Harper (goleiro, Kashiwa Reysol Sub-18)



• Diego (defensor, Sagan Tosu)



• Eiichi Katayama (defensor, Shimizu S-Pulse)



• Yugo Tatsuta (defensor, Shimizu S-Pulse)



• Kazuki Kumasawa (meio-campista, Universidade Ryutsu
Keizai)



• Faruzan Sana Mohamado (meio-campista, Kashiwa Reysol
Sub-18)



• Riku Ochiai (meio-campista, Universidade Internacional
de Tóquio)



• Keiya Sento (meio-campista, Nagoya Grampus)



• Tomoki Takamine (meio-campista, Consadole Sapporo)



• Kota Yamada (meio-campista, Montedio Yamagata)



• Jay-Roy Grot (atacante, Viborg FF/DIN)



• William Owie (atacante, Universidade de Ciências do
Esporte do Japão)



• Ota Yamamoto (atacante, Kashiwa Reysol Sub-18)



 



⬇️ Saídas:



• Kazushige Kirihata (goleiro, aposentadoria)



• Takumi Kamijima (defensor, Yokohama F. Marinos)



• Kengo Kitazume (defensor, Shimizu S-Pulse)



• Takuma Ominami (defensor, Kawasaki Frontale)



• Takuma Otake (defensor, Ehime FC, empréstimo)



• Yuta Someya (defensor, aposentadoria)



• Yuji Takahashi (defensor, Shimizu S-Pulse)



• Dodi (meio-campista, Santos/BRA)



• Ippey Shinozuka (meio-campista, liberado)



• Hidekazu Otani (meio-campista, aposentadoria)



• Yuto Yamada (meio-campista, Toshigi SC, empréstimo)



• Angelotti (atacante, Omiya Ardija, empréstimo)



• Kaito Mori (atacante, Tokushima Vortis, empréstimo)



• Pedro Raul (atacante, Vasco da Gama/BRA)







📊 Última campanha: 2° lugar (20V/06E/08D | 66 pontos)



📋 Técnico: Toru Oniki



📈 Melhor temporada: 2017,
2018, 2020 e 2021 (Campeão)



🏟Estádio: Todoroki Stadium



O nível do Kawasaki Frontale pode ter sofrido uma queda
no último ano, mas ainda assim eles continuam sendo o clube dominante na
J-League nos últimos anos — são quatro títulos nas últimas seis edições e a
expectativa é que voltem a lutar pelo “trono” em 2023, apesar da equipe não ter mais a mesma forma de anos anteriores.



A nova temporada pode ser um divisor de águas e Toru
Oniki encontrará um árduo trabalho para fazer com que o Golfinho retome o
troféu para si. Com a defesa mais vazada em todos os seus anos no clube, o
técnico vai precisar superar novos obstáculos: Shogo Taniguchi foi negociado
com o Al-Rayyan (CAT), e o brasileiro Jesiel não pode ser responsável por todo o
sistema defensivo 
— além disso, ele sofreu uma séria lesão recentemente; Miki Yamane continua sendo uma válvula de escape e um
pesadelo aos adversários em sua forma ofensiva, mas é necessário compreender
que as suas subidas podem acarretar em problemas atrás, e seus companheiros não
estão mais em seus respectivos auges fisicamente falando para evitarem
problemas em campo aberto. Takuma Ominami, do Kashiwa Reysol, foi contratado, e
ele tem passagens pelas seleções de base do país, tendo sido campeão da Copa do
Leste Asiático do ano passado, apesar de ser reserva no elenco. O jogador pode atuar tanto como zagueiro quanto como lateral-direito, como fazia regularmente pelo seu antigo clube. Yuto
Matsunagane, promovido das categorias de base, também se juntou ao time. A vaga
de substituto de Taniguchi, no entanto, deve ficar com Shintaro Kurumaya.



Ofensivamente o time ainda corresponde, e não deve sofrer
mudança alguma — mas Leandro Damião precisa voltar a sua grande fase.
Encontrando lesões em seu caminho, ele marcou somente cinco vezes na liga
passada, jogando bem menos jogos que o normal. Akihiro Ienaga continua se
destacando mesmo com seus 36 anos de idade, tendo sido o artilheiro do Frontale
na J-League com 12 gols marcados. E se o brasileiro Damião não repetiu seus desempenhos
esmagadores, o compatriota Marcinho foi o contrário; “ligeirinho”, ele foi
crucial para manter a equipe sonhando com o título, um perigo ofensivo em todas
as nuances — ele marcou os mesmos 12 gols de Ienaga, além de 06 assistências (o
japonês deu uma a menos). Além deles, Yasuto Wakizaka foi um dos melhores
jogadores de todo o campeonato — não à toa esses três nomes estiveram no “time
ideal” ao término do certame. Ultrapassagens rápidas e triangulações de passes são algumas das fortes características do time.



Ao que tudo indica, o Kawasaki Frontale entrará mais uma vez para disputar o título, mas agora algumas respostas precisam ser dadas. Há duvidas em Ienaga, já que sua idade extremamente avançada pode ser um empecilho para que o jogador não repita a sua última temporada; o Golfinho trouxe Yusuke Segawa, do Shonan Bellmare, e ele pode ser uma boa opção. Taisei Miyashiro, atacante que volta de empréstimo do Sagan Tosu, também estará em evidência, porque agora em um time de maior peso, será incumbido de substituir Damião e também Yu Kobayashi, já que ambos estão lesionados, e perderão as primeiras partidas.

De um modo geral, o Frontale já não ostenta mais o mesmo poderio dos últimos anos, e dominar a J-League por tanto tempo não é tarefa fácil; seu império pode estar ruindo. Então, Toru Oniki se encontra em um contexto atribulado: é hora de reencontrar seus melhores momentos e mostrar que o seu ciclo na província de Kanagawa não acabou.
























 📢 A voz do torcedor:



Nosso principal
jogador vem sendo o Marcinho. Esse ano o time vai trabalhar duro para
recapturar o troféu. O capitão Shogo Taniguchi se transferiu, e agora a faixa
vai ficar com o Yasuto Wakizaka.” 
(@ao_fro).




⬆️ Chegadas:



• Naoto Kamifukumoto (goleiro, Kyoto Sanga)



• Yuto Matsunagane (defensor, Kawasaki Frontale Sub-18)



• Takuma Ominami (defensor, Kashiwa Reysol)



• Toya Myogan (meio-campista, Colégio Riseisha)



• Yuto Ozeki (meio-campista, Kawasaki Frontale Sub-18)



• Taisei Miyashiro (atacante, Sagan Tosu. Retorno de
empréstimo)



• Yusuke Segawa (atacante, Shonan Bellmare)



• Shin Yamada (atacante, Universidade Toin Yokohama)



 



⬇️ Saídas:



• Kenta Tanno (goleiro, Iwate Grulla Morioka)



• Kaito Kamiya (defensor, Ventforet Kofu, empréstimo)



• Shogo Taniguchi (defensor, Al Rayyan/CAT)



• Zain Issaka (meio-campista, Montedio Yamagata)



• Kei Chinen (atacante, Kashima Antlers)



• Taiyo Igarashi (atacante, Renofa Yamaguchi, empréstimo)



• Ten Miyagi (atacante, V-Varen Nagasaki, empréstimo)







📊 Última campanha: 16° lugar e vencedor do play-off de
rebaixamento (08V/12E/14D | 36 pontos)



📋 Técnico: Cho Kwi-jae



📈 Melhor temporada: 2002 (5°
lugar)



🏟Estádio: Sanga Stadium Kyocera




No Guia da última temporada nós havíamos alertado sobre a
a “dependência” do Kyoto Sanga para com o atacante nigeriano Peter Utaka; com
quase 40 anos, ele era o principal jogador do time promovido à elite em 2021
para 2022. Ele marcou 09 gols e ainda conseguiu 02 assistências, mas ninguém é
de aço, e quando ele oscilou e parou de marcar — e não foi um tempo curto — o
time de Kansai “mergulhou” na tabela.



Agora ele não está mais no Sanga Stadium. Negociado com o
Ventforet Kofu, da J2, ele “retorna” para a sua antiga casa (vale lembrar que o
modesto clube de Kofu irá jogar a Liga dos Campeões da Ásia). A
“Utakadependência” foi encerrada, mas com a sua saída, uma lacuna foi deixada
sobre quem seria seu substituto — não demorou muito para o clube “eleger” alguém.



O brasileiro Patric foi o principal movimento do clube no
mercado; com 35 anos, o macapaense traz consigo a mesma experiência de seu
antecessor, mas é três anos mais jovem — e boas passagens na J-League por Gamba
Osaka e Sanfrecce Hiroshima. Ele é uma das atrações do Sanga para este ano, e a
esperança de gols para manter o time de Cho Kwi-jae para a J1 do ano que vem —
vale ficar de olho em como ele se sairá.



Entretanto, haverá “briga” pela titularidade, já que o
Sanga também contratou o atacante Kosuke Kinoshita, de 28 anos e que estava no
Mito HollyHock; com 1,90m, o jogador marcou 12 gols na J2 passada e também é
uma opção para ser o líder do ataque. Além deles, Tenma Matsuda, Ryogo Yamazaki
e Yuta Toyokawa também estarão aptos a jogar.



Outra perda que deve ser sentida é a saída do goleiro
Naoto Kamifukumoto, que foi contratado pelo Kawasaki Frontale; para o seu lugar
veio o holandês Warner Hahn, que estava no IFK Göteborg, da Suécia.



A luta pela sobrevivência deve ser repetida de novo, mas
há uma “novidade” que pode contribuir para uma nova permanência, já que agora
apenas um clube será rebaixado para a segunda divisão. No último ano, o Kyoto
Sanga “testou” o coração do seu torcedor até o final, mas o 1 a 1 com o Roasso
Kumamoto (J2) nos play-offs foi um alívio, garantindo o time mais um ano entre
os melhores do país — eles fizeram um bom primeiro semestre, mas ruíram na
segunda metade, não tendo forças de onde tirar.



O técnico sul-coreano segue com um elenco limitado tecnicamente,
mas vai para o seu terceiro ano em Kansai e isso pode favorecê-lo, com seu
plantel agora se acostumando com o nível jogado na elite japonesa.



O Kyoto Sanga se move em um 4—3—3 sendo um time físico e
moldado para contra-atacar, sempre indo “direto ao ponto”; entretanto, a equipe
peca em não ter quase nenhum trato com a bola, oferecendo muito pouco aos
adversários quando se vê obrigado a tomar a iniciativa dentro de uma partida.



Jogadores jovens como Fuki Yamada e Yudai Kimura, ambos
de 21 anos, já se mostraram capazes de ajudar o time na temporada anterior a
ficar na elite, podem repetir o feito, assim como o incansável Kosuke Shirai,
lateral-direito, que se jogasse no nosso futebol, com certeza seria “acusado”
pela infame frase “parece ter dois
pulmões
”, tamanha aptidão para correr pela região do campo em questão.



A marcação alta se bem-feita também pode ser um ponto
forte para o time e não se pode ignorar o sistema defensivo competente, um
aliado interessante para sobreviver na J1 — o Sanga ficou entre as defesas
menos vazadas da J-League passada.
























 📢 A voz do torcedor:



Cho (técnico
do Kyoto Sanga), diz que o futebol esse
ano deve ser como o do Burnley
(clube da Inglaterra). Senso de acelerar o jogo, jogadores em consenso em campo e
pressão/linha alta. A nossa defesa é boa e sofremos poucos gols no ano passado,
mas em compensação, marcamos pouquíssimos. O foco tem de ser em melhorar esse
número.
” (@katutonkatuton).




⬆️ Chegadas:



• Warner Hahn (goleiro, IFK Göteborg/SUÉ)



• Shinnosuke Fukuda (defensor, Universidade Meiji)



• Osamu Henry Iyoha (defensor, Sanfrecce Hiroshima,
empréstimo)



• Rikuto Iida (defensor, Kyoto Sanga Sub-18)



• Kazunari Kita (defensor, Kyoto Sanga Sub-18)



• Yuto Misao (defensor, Oita Trinita)



• Yuta Ueda (defensor, Kyoto Sanga Sub-18)



• Taiki Hirato (meio-campista, FC Machida Zelvia)



• Teppei Yachida (meio-campista, Toshigi. Retorno de
empréstimo)



• Sora Hiraga (atacante, Kyoto Sanga Sub-18)



• Yudai Kimura (atacante, Universidade Kwansei Gakuin)



• Kazunari Ichimi (atacante, Tokushima Vortis)



• Kosuke Kinoshita (atacante, Mito HollyHock)



• Patric (atacante, Gamba Osaka)



 



⬇️ Saídas:



• Naoto Kamifukumoto (goleiro, Kawasaki Frontale)



• Yuki Honda (defensor, Vissel Kobe)



• Kazuma Nagai (defensor, Kazuma Nagai)



• Takuya Ogiwara (defensor, Urawa Reds. Fim do
empréstimo)



• Keita Nakano (meio-campista, Tokushima Vortis)



• Kosuke Taketomi (meio-campista, Ventforet Kofu)



• Genki Omae (atacante, liberado)



• Kazuki Tanaka (JEF United Chiba, empréstimo)



• Peter Utaka (atacante, Ventforet Kofu)







📊 Última campanha: 8° lugar (11V/13E/10D | 46 pontos)



📋 Técnico: Kenta Hasegawa



📈 Melhor temporada: 2010
(Campeão)



🏟Estádio: Toyota Stadium




Quando Kenta Hasegawa assumiu o Nagoya Grampus para a
temporada passada nós havíamos alertado sobre suas responsabilidades com o time
após a saída do antigo técnico, o italiano Massimo Ficcadenti. Um ano depois,
podemos dizer que o comandante não solucionou muitas delas — apesar da mudança
para o sistema com três zagueiros tenha sido uma leitura corretíssima de sua
parte, um grande acerto em 2022.



A equipe do Toyota Stadium ainda continua com um dos
melhores sistemas defensivos da liga. Legado do treinador passado, o Grampus
foi o time menos vazado da última edição ao lado do campeão Yokohama F. Marinos
— somente 35 gols sofridos, e conta com esse trunfo para fazer um bom
campeonato; o goleiro australiano Mitchel Langerak segue sendo um dos grandes
arqueiros da liga. Shinnosuke Nakatani e Haruya Fujii também foram muito bem e
continuarão os seus respectivos trabalhos, mas o brasileiro Tiago Pagnussat
retornou para o Cerezo Osaka ao fim do seu empréstimo; Yuki Nogami, que jogava
pelo Sanfrecce Hiroshima, está acostumado com linhas de três e é um ótimo
reforço. Ele deve ficar com a terceira vaga na defesa, e Yuichi Maruyama,
recuperado de lesão, pode ser uma boa opção no banco. Ei Gyotoku recém se
formou no colegial e sendo talentoso, surge como jogador para o elenco, como
Kawamura Osei, que passou um bom tempo lesionado.



Mas se lá atrás tudo vai muito bem, o “calo aperta”
quando a bola chega no meio-ataque. Quase um “elo fraco”, da equipe. Dar um “upgrade”
ofensivamente era necessário já em 2022, mas Hasegawa não conseguiu fazê-lo em
seu ano de estreia. É um fato curioso, pois o Nagoya Grampus conta com
jogadores de qualidade no setor, mas parece faltar química para o encaixe
deslanchar.



O brasileiro Mateus Castro ainda é absoluto como jogador
mais perigoso, e Kensuke Nagai, que chegou no verão, contribuiu com 04 gols e 03
assistências, mas algumas perdas ocorreram: o ótimo Keiya Sento foi para o
Kashiwa Reysol, e Ryota Nagaki, finalizou o seu período de empréstimo,
retornando ao Shonan Bellmare; o brasileiro Leo Silva foi liberado e o
popularíssimo Yoichiro Kakitani se despediu do clube, contratado pelo Tokushima
Vortis. A última saída foi a de Yuki Soma, que esteve na Copa do Mundo no
Catar, sendo negociado com o Casa Pia, clube de Portugal, em empréstimo por
seis meses.



Por outro lado, Takuji Yonemoto voltou de empréstimo pelo
Shonan Bellmare, e deve ser fixado no time titular. Riku Yamada, contratado
junto ao Ventforet Kofu, deseja a titularidade no meio de campo, mas larga
atrás. Sho Inagaki e Ryuji Izumi, vindo do Kashima Antlers, já se provaram outras
vezes na liga, e completam o meio de campo com Takuya Uchida e Ryoya Morishita.



O prestigiado Kasper Junker pode ser a solução no
terço-final. O dinamarquês chega por empréstimo do Urawa Reds e espera-se que o
escandinavo seja referência na frente. O “homem-gol” que falta para o clube,
além de dividir protagonismo com Mateus. Ele chega com altas expectativas e vem
de duas temporadas no time de Saitama, marcando 27 gols em 62 partidas, apesar
de ter encontrado problemas físicos recentemente.



Kenta Hasegawa entra em 2023 mais pressionado do que
quando chegou e o torcedor espera que o famoso “passo a mais” finalmente
aconteça.























 

📢 A voz do torcedor:



O nosso técnico (Kenta
Hasegawa) usa uma palavra-chave, como um
conceito da equipe: ele a chama de “fast break”. Nós sabemos o significado
muito superficialmente. Acreditamos que seja um estilo de jogo baseado em um
contra-ataque; uma boa defesa e velocidade e a técnica dos atacantes de lado de
campo. No último ano houveram muitas críticas pela pouca falta de gols do
Grampus. O nosso sistema de defesa é forte e foi construído pelo Massimo
Ficcadenti, o treinador passado. O fato dos nossos defensores ainda
permanecerem contribui para o nível continuar. A aquisição do Kasper Junker é
justamente para isso. Nós precisamos aumentar nossos gols e esperamos que ele
nos entregue isso. O Mateus é um jogador muito importante e salvou o nosso time
com seus chutes milagrosos muitas vezes. Sem ele, fatalmente não teríamos
conquistado alguns pontos. Ele ainda é uma peça-chave.” 
(@Gram_Leorep).




⬆️ Chegadas:



• Daiki Mitsui (goleiro, Azul Claro Numazu. Retorno de
empréstimo)



• Ei Gyotoku (defensor, Colégio Shizuoka Gakuen)



• Yuki Nogami (defensor, Sanfrecce Hiroshima)



• Ryuji Izumi (meio-campista, Kashima Antlers)



• Thales (meio-campista, Roasso Kumamoto. Retorno de
empréstimo)



• Riku Yamada (meio-campista, Ventforet Kofu)



• Takuji Yonemoto (meio-campista, Shonan Bellmare. Retorno
de empréstimo)



• Kasper Junker (atacante, Urawa Reds)



 



⬇️ Saídas:



• Tsubasa Shibuya (goleiro, Ventforet Kofu)



• Kazuya Miyahara (defensor, Tokyo Verdy)



• Shumpei Naruse (defensor, Montedio Yamagata,
empréstimo)



• Tiago Pagnussat (defensor, Cerezo Osaka. Fim do
empréstimo)



• Akira Yoshida (defensor, liberado)



• Yutaka Yoshida (defensor, Shimizu S-Pulse)



• Leo Silva (meio-campista, liberado)



• Ryota Nagaki (meio-campista, Shonan Bellmare. Fim do
empréstimo)



• Keiya Sento (meio-campista, Kashiwa Reysol)



• Yoichiro Kakitani (atacante, Tokushima Vortis)



• Yuki Soma (atacante, Casa Pia/POR)




📊 Última campanha: 11° lugar (09V/15E/10D | 42
pontos)



📋 Técnico: Kenta Kawai



📈 Melhor temporada: 2012 e
2014 (5° lugar)



🏟Estádio: Ekimae Real Estate Stadium




O Sagan Tosu entra novamente no campeonato com um olhar
receoso e temerário para a parte inferior da tabela, encarando o perigo do
rebaixamento — mas se o time for capaz de repetir ao menos um pouco da campanha
passada, pode ser que o clube tenha uma jornada tranquila na primeira divisão
em 2023.



Kenta Kawai mostrou-se humilde e versátil. O treinador se
destacou conduzindo a equipe em uma 11ª colocação sem tantos sustos; sem se
prender a um esquema e alternando sempre que necessário, ele mostrou uma boa e
consciente leitura de jogo, com o Sagan Tosu jogando com uma linha de três
atrás e também com um quarteto vez ou outra.



Contando com um elenco limitado e “lutando” contra as
baixas, seu time tem em suas credencias o costume de ter a capacidade de sair
jogando desde o goleiro Park Il-gyu, que sabe exatamente o que fazer. A posse
de bola é dominada, mas sempre de modo conservador e prático, com o intuito
claro de não ser realmente ofensivo — evitando que o time a perca para o
adversário, já que na maioria das partidas, o Sagan Tosu é inferior
tecnicamente ao oponente do outro lado. É uma questão de inteligência.



A extensão do empréstimo de Jun Nishikawa é um ponto
importante, e o queniano Anthony Akumu, volante que também pode jogar como
zagueiro, é um jogador para conhecermos melhor, podendo ser útil durante a
temporada.



Fuchi Honda e Taichi Kikuchi são alguns dos bons jovens
jogadores do clube, mas eles perderam as companhias agradáveis de jogadores
como Yuki Kakita e Taisei Miyashiro, ambos retornando aos seus clubes de origem
após o fim do empréstimo (Kashima Antlers e Kawasaki Frontale, respectivamente).
Sobre a vaga deixada pelo último, o clube foi perspicaz no mercado, conseguindo
Ayumu Yokoyama, reforço que chega para o ataque. O jogador de 19 anos estava no
Matsumoto Yamaga na J3 e marcou 11 gols em 29 jogos. É um jogador para ficar de
olho, e além dele, a chegada de Cayman Togashi, vindo do Vegalta Sendai e tendo
anotado 11 gols na J2, é uma outra opção para ajudar o Sagan Tosu a permanecer
na J1.
























 📢 A voz do torcedor:



O Sagan Tosu deste
ano pode repetir a boa campanha da temporada passada. Kenta Kawai (
técnico) costuma confundir nossos adversários com
muitas táticas, e o jogador a ser observado é Jun Nishikawa. Muito tempo atrás,
ele foi cobiçado até mesmo pelo Barcelona.
” (@ewSUUzrsMDhynXd).




⬆️ Chegadas:



• Koh Bong-Jo (goleiro, Universidade Yong In/COR)



• Kei Uchiyama (goleiro, Fujieda MYFC)



• Dai Hirase (defensor, Universidade Waseda)



• Koma Osato (defensor, Sagan Tosu Sub-18)



• Kiriya Sakamoto (defensor, Montedio Yamagata,
empréstimo)



• Ryotaro Takeuchi (defensor, Sagan Tosu Sub-18)



• Kosuke Yamazaki (defensor, Montedio Yamagata)



• Anthony Akumu (meio-campista, Kaizer Chiefs /ÁFR. Fim
do contrato)



• Ryonosuke Kabayama (meio-campista, Yokohama F. Marinos)



• So Kawahara (meio-campista, Roasso Kumamoto)



• Yoshiki Narahara (meio-campista, Sagan Tosu Sub-18)



• Shunya Sakai (meio-campista, Sagan Tosu Sub-18)



• Yuta Fujihara (atacante, Montedio Yamagata. Retorno de
empréstimo)



• Ouji Kawanami (atacante, Universidade Kanto Gakuin)



• Cayman Togashi (atacante, Vegalta Sendai)



• Ayumu Yokoyama (atacante, Matsumoto Yamaga)



 



⬇️ Saídas:



• Keisuke Fukaya (goleiro, liberado)



• Yosei Itahashi (goleiro, liberado)



• Bak Keon-Woo (defensor, Pohang Steelers/COR. Fim do
empréstimo)



• Diego (defensor, Kashiwa Reysol)



• Daisuke Matsumoto (defensor, Renofa Yamaguchi,
empréstimo)



• Taichi Fukui (meio-campista, Bayern de Munique/ALE)



• Kei Koizumi (meio-campista, FC Tokyo)



• Ryunosuke Sagara (meio-campista, Vegalta Sendai,
empréstimo)



• Yosuke Yuzawa (meio-campista, J-Lease FC)



• Shunta Araki (atacante, FC Machida Zelvia, empréstimo)



• Ismael Dunga (atacante, liberado)



• Yuki Kakita (atacante, Kashima Antlers. Fim do empréstimo)



• Yukihito Kajiya (atacante, Blaublitz Akita, empréstimo)



• Taisei Miyashiro (atacante, Kawasaki Frontale. Fim do
empréstimo)








📊 Última campanha: 3° lugar (15V/10E/09D | 55
pontos)



📋 Técnico: Kenta Kawai



📈 Melhor temporada: 2012,
2013 e 2015 (Campeão)



🏟Estádio: Edion Stadium




Depois de um 2022 brilhante, o Sanfrecce Hiroshima entra
em 2023 “voando” e ostentando a sua melhor forma em muitos anos. A
terceira colocação na J-League passada foi fruto de um trabalho formidável
posto em prática pelo treinador alemão que havia acabado de chegar — nós
falamos de Michael Skibbe aqui. Com
a melhor posição na liga desde 2018 (ano de um vice-campeonato), e mais duas
belas campanhas nas Copas locais (vice-campeão da Copa do Imperador) e campeão
de forma emocionante na Copa da Liga, o Sanfre encerrou a “zica” em finais e
agora terá ainda mais leveza para o novo ano que se inicia.



Sempre “quieto” no mercado e apostando alto na manutenção
do elenco, o Três Flechas espera repetir a dose para seguir na “ponta dos
cascos” e perturbar ainda mais os principais postulantes ao título nacional. O
intenso 3—4—2—1 deve ser mantido, mas Skibbe deve ficar atento ao calendário e
a sequência de jogos que pode causar incômodo ao longo do ano.



A equipe está em “stand-by” sobre a participação na Liga dos Campeões; seria um prêmio pelo bom 2022. A entrada da equipe no torneio depende do resultado da final da atual edição. O clube precisa que o Urawa Reds perca a decisão para conseguir a vaga — caso o resultado venha, o Sanfre precisará “girar” um elenco que não tem; improvisações já foram vistas na temporada passada, e com mais uma competição para ser disputada, pode ser que se repitam.



Osamu Henry Iyoha, zagueiro de 24 anos poderia se tornar
uma opção na região do campo em questão, mas ele não retornará e continuará seu
empréstimo (ele jogou pelo Ruasso Kumamoto no último ano e agora vai defender o
Kyoto Sanga. Será um bom teste para ele na J1). Yuki Nogami foi para o Nagoya Grampus. Os reforços foram pontuais
para a defesa, como Shuto Nakano e Taichi Iamasaki (zagueiros de 22 e 21 anos,
respectivamente, e que chegam da Universidade Toin Yokohama e da Universidade
Juntendo). Ambos são talentosos e podem ajudar saindo do banco; o lateral
esquerdo Takaaki Shichi é outro reforço, este vindo do Avispa Fukuoka, e para a vaga de titular.



A maior perda foi a saída de Tomoya Fujii para o Kashima
Antlers; ainda assim, o Sanfre tem jogadores competentes e que, assim como os
companheiros do sistema defensivo, se conhecem e se complementam.



Gakuto Notsuda é um dos melhores meio-campistas da
J-League e seguirá tendo a companhia dos ótimos Makoto Mitsuda, um dos
destaques do futebol japonês na temporada passada, que inclusive receberá a
honra de vestir o número 11, algo que não acontecia desde 2016 — a camisa
pertencia ao ídolo Hisato Sato, que saiu do Sanfre no ano em questão. O fato
curioso é que quando o atacante chegou ao clube, ele possuía 23 anos de idade —
a exata idade que Mako tem hoje, sucedendo-o.



O camisa 10 Tsukasa Morishima também é um dos pilares do
time e ele completa o meio-campo ao lado de Takumu Kawamura e Yoshifumi Kashiwa,
um recheio de muita qualidade.



O brasileiro Ezequiel deve ficar como opção, assim como
os experientes Kosei Shibasaki, de 38 anos, e o outro ídolo do clube, Toshihiro
Aoyama, que mesmo com suas 36 primaveras, sempre estará lá para ajudar o
Sanfrecce Hiroshima.



Para mirar a “corrida pelo título”, Michael Skibbe deverá
“preservar” o elenco dentro do possível e definir com cautela quais os principais
objetivos da temporada. Para o ataque, ele deve ter o suíço Nassim Ben Khalifa
no centro, e o jovem Shun Ayukawa, que se lesionou na temporada passada, ficará
como uma “sombra” para o setor. O cipriota Pieros Sotiriou não fez um grande 2022, mas seus dois gols na decisão da Copa do Imperador, o transformando em herói, com certeza deixaram os torcedores com esperanças no atacante para este ano.


📢 A voz do torcedor:



Acho que a
intenção do time é ganhar a liga e também a Copa do Imperador. Sobre o elenco,
não tivemos grandes mudanças de jogadores do ano passado para cá. Em nossa
pré-temporada atual, Taishi Matsumoto e Ryo Tanada estão indo muito bem. Há
algumas adições juvenis como o Shuto Nakano (campeão do torneio colegial que
acontece no país e que teve seu fim recentemente), e o Taichi Yamasaki, que
veio das nossas categorias de base (ele também chegou por meio de uma
universidade).” 
(@myshntyuki).




⬆️ Chegadas:



• Yudai Tanaka (goleiro, Blaubitz Akita)



• Shuto Nakano (defensor, Universidade Toin Yokohama)



• Takaaki Shichi (defensor, Avispa Fukuoka)



• Taichi Yamasaki (defensor, Universidade Juntendo)



• Sota Koshimichi (meio-campista, promovido das categorias
de base)



• Hiroya Matsumoto (meio-campista, Zweigen Kanazawa. Retorno
de empréstimo)



 



⬇️ Saídas:



• Yuta Imazu (defensor, V-Varen Nagasaki)



• Osamu Henry Iyoha (defensor, Kyoto Sanga, empréstimo)



• Yuki Nogami (defensor, Nagoya Grampus)



• Yuya Asano (meio-campista, Consadole Sapporo)



• Kodai Dohi (meio-campista, Ventforet Kofu, empréstimo)



• Tomoya Fujii (meio-campista, Kashima Antlers)



• Motoki Ohara (meio-campista, Mito HollyHock,
empréstimo)



• Júnior Santos (atacante, Fortaleza/BRA)





📊 Última campanha: 12° lugar (10V/11E/13D | 41
pontos)



📋 Técnico: Satoshi
Yamaguchi



📈 Melhor temporada: 1994 (5°
lugar)



🏟Estádio: Lemon Gas Stadium Hiratsuka




A renovação de contrato do técnico Satoshi Yamaguchi já
deixa claro como a diretoria do clube de Hiratsuka ficou satisfeita com os resultados
do último ano; o 12° lugar conquistado já é uma das melhores posições da equipe
na J-League — o recorde aconteceu em 1994 quando conseguiram um 5° lugar, e
também houveram três ocasiões em que conseguiram terminar na 11ª colocação, mas
todas elas na longínqua década de noventa (1995, 1996 e 1998). A marca de 2022
é o melhor momento na primeira divisão desde que retornaram a mesma em 2018.



Ambicionando a permanência na elite, o Shonan Bellmare
espera repetir mais vezes o desempenho em que encerrou a última edição — foram
somente duas derrotas nas últimas dez rodadas, ao lado de quatro empates e
quatro vitórias — mas vai precisar driblar alguns obstáculos para isso.



A saída de Kosei Tani é o principal ponto do mercado de
transferências do clube. Jovem e sendo um dos melhores goleiros do país, ele
finalmente (no caso, infelizmente para o Bellmare), encerrou o seu período de
empréstimo, e após defender a equipe da província de Kanagawa desde 2020,
retornou para o seu clube de origem, o Gamba Osaka. Para o seu lugar veio o
sul-coreano Song Bum-keun, e espera-se que ele consiga manter o bom nível na
baliza da equipe; foi uma boa escolha para o gol. Mais alto que Tani
(1,90×1,94), o novo contratado defendia o Jeonbuk Hyundai Motors desde 2018,
clube de prestígio no futebol local, além de ter sido um dos três goleiros do
plantel da seleção sul-coreana na Copa do Mundo do Catar. A boa idade (25 anos)
também é um fator a ser levado como positivo, apesar do seu antecessor ainda
ser mais jovem (22).



Os recursos ainda são limitados no Lemon Gas Stadium, mas
o Rei dos Mares foi capaz de manter algumas peças relevantes da temporada
passada, além de trazer alguns nomes que podem dar mais opções ao longo do ano:
o brasileiro Wellington foi dispensado, mas eles ainda contam com Shuto
Machino, autor de 13 gols na J-League anterior (nenhum japonês marcou mais do
que ele). O “choque” causado pelo jogador foi tamanho que ele foi levado para a
disputa da Copa do Leste Asiático — tendo marcado três gols, sendo o
artilheiro, além de ter feito o 3° e último tento na decisão, sacramentando o
título de seu país. Pouco depois, ele apareceu na lista de convocados para a
Copa do Mundo no Catar após o corte de Yuta Nakayama; o atacante se destaca
também, além pela finalização, pela característica de conseguir criar suas próprias
chances.



Os reforços foram poucos e pontuais: Keita Yamashita (que
estava no FC Tokyo) chega em “baixa”, mas já mostrou seu valor pelo Sagan Tosu
em 2021 e também pelo Renofa Yamaguchi entre os anos de 2018 e 2019. O
meio-campista Kosuke Onose é inteligente e vem do Gamba Osaka, podendo suprir a
baixa de Yusuke Segawa — jogador importante que foi negociado com o Kawasaki
Frontale. Além deles, há as promoções de Arata Yoshida, lateral esquerdo que
jogava pela Universidade Rissho e Toru Shibata (Universidade Waseda), que joga
pela direita.



Nomes como Akimi Barada (meio-campista experiente que foi
o líder de assistências da equipe na liga passada com 04 passes para gols),
Taiyo Hiraoka (volante altamente promissor de 20 anos, mas que vem oscilando
como é normal para a idade) e Taiga Hata (ala jovem de 21 anos, mas que fez um
2022 abaixo do esperado), são jogadores que ainda estarão no elenco, e esperam
contribuir para mais um ano na primeira divisão.


📢 A voz do torcedor:



A meta do clube é ficar na parte de cima da tabela este ano, e o nosso melhor jogador é o Shuto Machino com a sua comemoração de ninja!” (@sb211231031).

O técnico Satoshi Yamaguchi continua com a equipe este ano. Nosso estilo de jogo é com uma linha de três, e enfatiza sempre a posse de bola. É importante mantê-la sob controle. Nosso principal jogador é o atacante Shuto Machino.” (@t7031130).




⬆️ Chegadas:



• Song Bum-Keun (goleiro, Jeounbuk Hyundai/COR)



• Toru Shibata (defensor, Universidad Waseda)



• Arata Yoshida (defensor, Universidade Rissho)



• Ryota Nagaki (meio-campista, Nagoya Grampus. Retorno de
empréstimo)



• Kosuke Onose (meio-campista, Gamba Osaka)



• Keita Yamashita (atacante, FC Tokyo)



 



⬇️ Saídas:



• Kota Sanada (goleiro, Veertien Mie, empréstimo)



• Kosei Tani (goleiro, Gamba Osaka. Fim do empréstimo)



• Hayato Fukushima (defensor, Tochigi SC, empréstimo)



• Taisei Ishii (defensor, Vertieen Mie, empréstimo)



• Kodai Minoda (defensor, Vanraure Hachinohe, empréstimo)



• Hikaru Arai (meio-campista, FC Imabari)



• Naoki Hara (meio-campista, FC Tiamo Hirakata,
empréstimo)



• Sho Hiramatsu (meio-campista, FC Ryukyu, empréstimo)



• Shota Kobayashi (meio-campista, Fukushima United FC)



• Mitsuki Saito (meio-campista, Vissel Kobe, empréstimo)



• Ryo Takahashi (meio-campista, Fagiano Okayama)



• Asahi Yokokawa (meio-campista, Albirex Niigata
Singapore FC/SIN)



• Takuji Yonemoto (meio-campista, Nagoya Grampus. Fim do
empréstimo)



• Yusuke Segawa (atacante, Kawasaki Frontale)



• Wellington (atacante, liberado)






📊 Última campanha: 9° lugar (10V/15E/09D | 45
pontos)

📋 Técnico: Maciej
Skor
ża

📈 Melhor temporada: 2006
(Campeão)

🏟Estádio: Saitama Stadium


Vai um europeu, vem um outro europeu. O espanhol Ricardo
Rodríguez foi demitido pelo Urawa Reds ainda nos últimos dias de outubro do ano
passado; uma decisão um tanto quanto equivocada/duvidosa na opinião deste que
vos fala. O time tinha um estilo de jogo bem definido, características já bem assimiladas
e se mostrava consistente em campo. Desde 2020 no clube de Saitama, Rodríguez
deixou duas taças (a Copa do Imperador de 2021 contra o Oita Trinita e a
Supercopa do Japão do ano seguinte, derrubando o poderoso Kawasaki Frontale),
além de mais de 100 jogos e o prato principal: a vaga na decisão da Liga dos
Campeões da Ásia — que não foi disputada até hoje.

Mesmo com crédito, a diretoria não pensou duas vezes em
mandá-lo embora devido aos resultados ruins na J-League do último ano.
Esperava-se que os Reds fossem capazes de brigar pela taça, mas o desempenho
abaixo custou o “pescoço” do comandante. Foi um início de campeonato ruim em
que a equipe chegou a se ver na parte inferior da tabela, apesar de exibir-se
bem dentro de campo. Os resultados não vinham nos pontos corridos daquela
edição, e por mais que o time tenha se recuperado em seguida, a diretoria já parecia
não ter confiança no trabalho do espanhol, o demitindo após uma larga derrota
para o Yokohama F. Marinos na penúltima rodada (4×1).

O substituto é o polonês Maciej Skorża, que estava no Lech Poznań, clube local, nas últimas duas temporadas, sendo o atual campeão nacional no Ekstraklasa (nome do campeonato
polon
ês). Ele tem uma vasta experiência dentro do seu próprio país, tendo
trabalhado em diversos clubes e também atuado em categorias de base na década
de noventa e início dos anos dois mil. Skor
ża também esteve fora quando dirigiu o Ettifaq FC (ARÁ) e a seleção Sub-23 dos Emirados Árabes Unidos.

Durante a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha ele fazia
parte da comissão técnica da seleção polonesa, mas foi demitido com todo o
restante da gerência após a queda na fase de grupos.

O Urawa Reds sofreu algumas baixas consideráveis no
mercado de transferências como a saída do seu atacante dinamarquês Kasper
Junker (emprestado para o Nagoya Grampus), e também o bom meia japonês Ataru
Esaka (contratado pelo Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul), mas como a equipe vem
acertando “em cheio” nas contratações de jogadores nórdicos, eles trouxeram o
zagueiro norueguês Marius Høibråten, vindo do Bodø/Glimt, time local. O
defensor vai se juntar ao agora único dinamarquês do elenco, o zagueiro
Alexander Scholz, e devem formar a dupla de zaga principal, enquanto Takuya
Iwanami, Tomoya Inukai e Tetsuya Chinen ficarão como opções. Outro escandinavo
no elenco é o sueco e camisa 10, David Moberg Karlsson, meio-campista e um dos
principais jogadores do meio para a frente.

Shinzo Koroki está de volta ao clube após o empréstimo
para o Consadole Sapporo, mas ele não deve ser tratado como um “up” em relação
a Junker — o segundo pode ter sofrido com as lesões no último ano, mas Koroki,
apesar de ser um goleador histórico da J-League, sofre (ainda mais) com
problemas físicos, tendo 36 anos, enquanto Kasper, 28. Essa vaga deve ficar,
por méritos, com o atacante Toshiki Takahashi, que chega do Roasso Kumamoto.
Ele marcou 14 gols na campanha de seu time que chegou à decisão dos play-offs,
ficando por “um fio” de conseguir o acesso para a J1 deste ano, mas o empate
com o Kyoto Sanga manteve a equipe na segunda divisão; Takahashi é (bem) mais
alto que o próprio Koroki (1,82×1,75) e não perde por muito para o dinamarquês
(1,86).

A grande questão a ser discutida é o (novo) trabalho que
se inicia em Saitama com a chegada do atual treinador. A diretoria parece não
ter muita paciência, e a decisão precipitada de trocar o comando pode não soar
correta quando a bola rolar, mas isso só saberemos mais para a frente. Ainda
assim, os Reds iniciam a temporada olhando para a parte de cima da tabela junto
com a sua fanática torcida, e espera que os bons jogadores — alguns já citados
aqui — continuem contribuindo. Eles ainda podem contar com o útil e prestativo
Tomoaki Okubo (meia que pode atuar em ambos os lados do campo), o atacante
Yusuke Matsuo, que se mostrou uma opção viável (anotando 04 gols e ajudando com
mais 03 assistências), além de Ken Iwao, o experiente meio-campista que se
tornou o “elo” entre a defesa e o ataque do Urawa Reds, e sob a batuta do
antigo treinador, foi a “cabeça pensante” do time; ele permanecerá em
definitivo no clube, já que estava emprestado pelo Tokushima Vortis.

Houve uma evolução evidente em relação aos anos de 2019 e
2020 graças a passagem — e o bom trabalho — de Ricardo Rodríguez, mas agora há
uma “nova era” com a chegada de Maciej Skor
ża. Por mais que sonhar com o título possa ser a meta, não se pode ignorar o rompimento de um trabalho
e o in
ício de outro.


📢 A voz do torcedor:

Nosso objetivo é ganhar a J-League e o nosso terceiro título asiático (a Liga dos Campeões). É difícil saber agora quais jogadores serão fundamentais por toda a temporada neste início, mas na minha opinião pessoal, seria Atsuki Ito e Yoshio Koizumi. Temos esperanças para todos os outros jogadores, claro, mas estes dois jovens serão importantes para o futuro.” (@UrawaBrasil).


⬆️ Chegadas:

• Shun Yoshida (goleiro, Oita Trinita)

• Marius Høibråten (defensor, FK Bodø/Glimt/NOR)

• Takuya Ogiwara (defensor, Kyoto Sanga. Retorno de
empréstimo)

• Yota Horiuchi (meio-campista, promovido das categorias
de base)

• Shinzo Koroki (atacante, Consadole Sapporo. Retorno de
empréstimo)

• Toshiki Takahashi (atacante, Roasso Kumamoto)

 

⬇️ Saídas:

• Ryo Ishii (goleiro, ThespaKusatsu Gunma)

• Ryuya Fukushima (defensor, Kochi United SC, empréstimo)

• Yudai Fujiwara (defensor, FC Machida Zelvia,
empréstimo)

• Kota Kudo (defensor, Fujieda MYFC, empréstimo)

• Yuta Miyamoto (defensor, KMSK Deinze, empréstimo)

• Ataru Esaka (meio-campista, Ulsan Hyundai/COR)

• Yusuke Matsuo (meio-campista, KVC Westerlo/BÉL,
empréstimo)

• Hidetoshi Takeda (meio-campista, Mito HollyHock,
empréstimo)

• Kasper Junker (atacante, Nagoya Grampus, empréstimo)

































































• Rei Kihara (atacante, AC Nagano Parceiro, empréstimo)





📊 Última campanha: 13° lugar (11V/07E/16D | 40
pontos)

📋 Técnico: Takayuki
Yoshida

📈 Melhor temporada: 2021 (3°
lugar)

🏟Estádio: Noevir Stadium Kobe


Pelo investimento, o Vissel Kobe deveria sempre entrar
como um candidato ao título, mas a instabilidade vem se tornando um fato
constante nas temporadas do clube da Rakuten;
nunca se sabe quando a equipe vai figurar entre os concorrentes à taça ou
quando aparecerá na segunda página da tabela tentando angariar algumas posições
e não ficar tão “mal na fita”, mesmo tendo um elenco qualificado e sem
problema$ como alguns outros concorrentes.

Como se não fosse o suficiente “lutar contra si mesmo”, o
clube da província de Hyogo chega em 2023 com algumas dúvidas, mas as respostas
só nos serão entregues quando a liga começar, embora algumas ideias estejam na
mesa.

Hiroki Ilkura e Daiya Maekawa dividiram a minutagem na
baliza do Vissel Kobe na última temporada, mas o primeiro deles não teve o seu
contrato renovado; o jovem Yuya Tsuboi, de 23 anos, foi o titular nas últimas
duas partidas do ano passado, e agora deve se tornar verdadeiramente a segunda
opção, enquanto o experiente Ryotaro Hironaga deve continuar como o terceiro
nome da posição. Eles tentaram a contratação do brasileiro Hugo Souza, do
Flamengo (BRA), mas nos últimos dias, o negócio “melou”, e acabou não indo para
a frente. Então eles acertaram com outro brazuca: Phelipe Megiolaro, que estava no FC Dallas (EUA), emprestado pelo Grêmio (BRA). Ele tem 24 anos e conta com passagens pelas seleções de base.

O ótimo zagueiro Yuki Kobayashi foi negociado com o
Celtic (ESC), e o seu parceiro Ryuho Kikuchi, com quem fez um bom segundo
semestre, agora deve ganhar a parceria de Matheus Thuler, outro brasileiro,
agora em definitivo. Yuki Honda vindo do Kyoto Sanga e Shogo Terasaka,
promovido do Sub-18, devem ficar como opções. As laterais podem continuar
seguras com G
ōtoku
Sakai pelo lado esquerdo, tendo Ryo Hatsuse no banco; pela direita, Nanasei
Iino, que chegou no ver
ão passado, entregou velocidade e drible, enquanto
Tetsushi Yamakawa detém melhores valências defensivas. É um setor flexível e
que pode variar de acordo com o adversário.

Algumas perguntas estão rondando o setor de meio de campo
do Vissel Kobe. Na contenção, Hotaru Yamaguchi deve permanecer intocável. Ele
fez uma dupla implacável na “volância” na temporada passada ao lado de Leo
Osaki, mas o seu companheiro é zagueiro de origem, e pode ser que se torne uma
opção na zaga. O espanhol Sergi Samper é um “passador” de 1ª categoria, mas costuma
“deixar a desejar” no aspecto defensivo, além de ser péssimo cobrindo espaços,
o que nos leva diretamente até a estrela do elenco: “Don” Andrés Iniesta ainda
terá “lenha para queimar” e será titular? Pode ser que ele se torne uma
alternativa vindo do banco, como também podemos tê-lo como um jogador que seja
preservado em muitas ocasiões; Mitsuki Saito e Takahiro Ogihara estarão à
disposição do treinador Takayuki Yoshida para o substituírem e ajudarem o
veterano ex-Barcelona para não ter seu físico prejudicado. Haverá disputas e
muito possível rodízio para manter todos saudáveis durante o ano.

O comando de ataque deve ficar com o experiente Yuya
Osako, e ele terá o garoto Niina Tominaga, de 18 anos, esperando uma brecha
para mostrar o seu valor na equipe profissional depois de ter bons números nas
categorias equivalentes a sua idade; Yoshinori Muto, que também tem a idade
avançada, vem de um 2022 revezando seu jogo dentro da área como também aberto
pelos lados do campo, mais especificamente, pela direita, local no qual ele
deve continuar, mas deve “ficar atento”, pois o brasileiro Jean Patric foi
contratado junto ao Cerezo Osaka e pode tomar a vaga de titular para si; pela
direita, Koya Yuruki, que marcou 05 gols na última J-League, deve ser o
titular 
— o seu 2022 foi excelente de um modo geral.

A parte ofensiva pode ser mais coesa e render mais frutos
do que na antiga temporada. Jogadores como o espanhol Bojan Krki
ć,
liberado pelo clube, e o brasileiro Lincoln, negociado com o Cruzeiro (BRA),
ainda em 2022 entre os anos de agosto e setembro, n
ão deixaram saudades, e tampouco farão falta.


📢 A voz do torcedor:

O Vissel Kobe almeja o título este ano, e Andrés Iniesta está em seu último ano de contrato. Então ele quer se despedir com um título. Nós temos força o suficiente para buscar a taça. Além disso, há outros jogadores como o craque Yuya Osako. Ele tem poder de decisão e um forte espírito de luta. Outro nome é Nanasei Iino. Ele é rápido e tem uma força física inesgotável, com um cruzamento de muita precisão.(@papisuke_21).


⬆️ Chegadas:

• Phelipe Megiolaro (goleiro, Grêmio/BRA)

• Yuki Honda (defensor, Kyoto Sanga)

• Shogo Terasaka (defensor, Vissel Kobe Sub-18)

• Shuto Adachi (meio-campista, Vissel Kobe Sub-18)

• Haruya Ide (meio-campista, Tokyo Verdy)

• Toya Izumi (meio-campista, Colégio de Esportes Biwako
Seikei)

• Mitsuki Saito (meio-campista, Shonan Bellmare,
empréstimo)

• Juzo Ura (meio-campista, Colégio Higashi Fukuoka)

• Jean Patric (atacante, Cerezo Osaka)

• Shuhei Kawasaki (atacante, Portimonense/POR,
empréstimo)

• Niina Tominaga (atacante, Vissel Kobe Sub-18)

 

⬇️ Saídas:

• Hiroki Iikura (goleiro, liberado)

• Genta Ito (goleiro, FC Imabari)

• Yuki Kobayashi (defensor, Celtic/ESC)

• Tomoaki Makino (defensor, aposentadoria)

• Nagisa Sakurauchi (defensor, FC Imabari)

• Yuta Goke (meio-campista, Vegalta Sendai)

• Shion Inoue (meio-campista, Yokohama FC)

• Yuki Kobayashi (meio-campista, Consadole Sapporo)

• Noriaki Fujimoto (atacante, liberado)

• Bojan Krkić (atacante, liberado)









































































• Yutaro Oda (atacante, Heart/ESC)







📊 Última campanha: 1° lugar (20V/08E/06D | 68
pontos)

📋 Técnico: Kevin
Muscat

📈 Melhor temporada: 1995,
2003, 2004, 2019 e 2021 (Campeão)

🏟Estádio: Nissan Stadium


O melhor time do futebol japonês na última temporada
espera repetir o desempenho para manter a taça no Nissan Stadium e conquistar o
seu hexa-campeonato, e conta praticamente a mesma base para permanecer no topo
da liga — mas vai precisar contornar a ausência de algumas peças, como a saída
de Tomoki Iwata, o MvP da edição passada.

Alinhando beleza e resultado em campo, o Yokohama F.
Marinos entra em 2023 para ser a equipe a ser batida, e o técnico Kevin Muscat
segue para mais uma temporada a frente do Tricolore. Com a posse de bola ou
sendo vertical e direto em seus jogos, o time da província de Kanagawa conta com
o ataque mais letal do país — foram 70 gols marcados na última J-League.
Ninguém marcou mais.

O brasileiro Élber, Takuma Nishimura e Kota Mizunuma
seguem como alguns dos destaques do elenco. Ryo Miyachi conseguiu 03 gols e 03
assistências, e também ajudou na caminhada; na contramão, o Marinos perdeu
Teruhito Nakagawa para o FC Tokyo. Mesmo lutando contra o seu físico, o
experiente camisa 23 se tornou um “jogador de elenco”, e contribuiu com bons
números — foram 07 gols e 06 assistências, mesmo estando longe de seu auge.

As outras baixas no elenco que podem causar algum
desconforto são a já mencionada partida de Tomoki Iwata. Ele foi negociado com
o Celtic, da Escócia. Outra saída a ser sentida é a do arqueiro titular, Yohei Takaoka, negociado com o Vancouver Whitecaps, clube canadense que também disputa a MLS (liga de futebol dos Estados Unidos). Ao que tudo indica, a vaga deve ficar com Powell Obinna Obi. Além dele, Léo Ceará, que marcou onze vezes no último campeonato
e foi o artilheiro da equipe empatado com o compatriota Anderson Lopes, está
acertado com o Cerezo Osaka. O Marinos trouxe Takumi Kamijima (ex-Kashiwa
Reysol), para a defesa e Asahi Uenaka, para o ataque, que estava no V-Varen
Nagasaki, na J2. O zagueiro, inclusive, não só vem para somar, como pode se
tornar fundamental, visto que o Tricolore tem sérias dificuldades no jogo aéreo
defensivo — apesar de terem terminado com a defesa menos vazada do campeonato
ao lado do Nagoya Grampus. Foram somente 35 gols sofridos, e muitos deles em
lances de bola parada. Kamijima já chega, inclusive, com status de jogador mais
alto da posição. Ele tem 1,86, enquanto o brasileiro Eduardo e Shinnosuke
Hatanaka possuem 1,84 — o último ainda atuou pouco devido a lesões, o que abriu
brecha também para que Ryotaro Tsunoda jogasse, mas ele estava ainda mais atrás
no quesito, com 1,83. Os laterais também não tinham uma altura elevada.

Com mais um longo ano pela frente e mais de uma
competição a ser disputada, a rotação do elenco deve ser bem-vinda mais uma
vez; o Marinos deixou a desejar na Liga dos Campeões da Ásia no ano passado
quando caiu para um Vissel Kobe nada brilhante, e a competição internacional estará
presente no calendário novamente. Jogadores como Joel Chima Fujita e Kota
Watanabe marcaram presença no título nacional de 2023 sempre ao saírem do
banco, se mostrando úteis, e podem repetir a função — o brasileiro Marcos
Júnior continua sendo um dos grandes nomes do elenco, e por mais que tenha “aparecido
pouco” na última temporada, espera-se que ele retorne aos bons tempos e seja
fundamental durante o decorrer do ano.


📢 A voz do torcedor:

O nosso objetivo
principal é tentar o título consecutivo da liga. Há outros três campeonatos
(Copa do Imperador, Copa da Liga e a Liga dos Campeões). Também estamos de olho
nelas.

Vou citar três jogadores do nosso elenco. Um
chave, um jovem e uma nova contratação. O primeiro deles é o Marcos Júnior. Ele
é imprescindível, mas não esteve bem na temporada passada. Estamos torcendo
para que ele se recupere. Joel Chima Fujita é o jovem para ficar de olho. Ele
tem 20 anos e essa será a sua 4ª temporada como profissional. Muito talentoso.
Ele pode ir para a Europa em breve. Por último, Asahi Uenaka é o reforço que eu
escolho para comentar. Vindo do V-Varen Nagasaki da J2. Ele jogou ao lado do
brasileiro Edigar Junio e aprendeu bastante. Tem um senso de jogo e é bom no
jogo aéreo. Pode ser difícil para ele jogar na J1, mas ele pode ser um grande
atacante
.” (@TR2HG).


⬆️ Chegadas:

• Fuma Shirasaka (goleiro, Kagoshima United FC. Retorno
de empréstimo)

• Takumi Kamijima (defensor, Kashiwa Reysol)

• Kenta Inoue (meio-campista, Oita Trinita)

• Takuto Kimura (meio-campista, Universidade Meiji)

• Keigo Sakakibara (meio-campista, Reinmeer Aomori FC.
Retorno de empréstimo)

• Yuki Murakami (atacante, Universidade Kanto Gakuin)

• Asahi Uenaka (atacante, V-Varen Nagasaki)

 

⬇️ Saídas:

• Hirotsugu Nakabayashi (goleiro, Nankatsu SC)

• Yohei Takaoka (goleiro, Vancouver Whitecaps/CAN)

• Shunsuke Hirai (defensor, MIO Biwako Shiga, empréstimo)

• Ko Ikeda (defensor, liberado)

• Tomoki Iwata (defensor, Celtic/ESC, empréstimo com
opção de compra)

• Yusuke Nishida (defensor, AC Nagano Parceiro,
empréstimo)

• Jun Amano (meio-campista, Jeonbuk Hyundai Motors/COR,
empréstimo)

• Ryonosuke Kabayama (meio-campista, Sagan Tosu)

• Naoki Tsubaki (meio-campista, JEF United Chiba)

• Léo Ceará (atacante, Cerezo Osaka)

• Teruhito Nakagawa (atacante, FC Tokyo)

• Talla Ndao (atacante, FC Osaka)

• Takumi Tsukui (atacante, Azul Claro Numazu, empréstimo)





































































• Yushi Yamaya (atacante, Geylang United/SIN)






📊 Última campanha: 2° lugar e vice-campeão da J2
(23V/11E/08D | 80 pontos)

📋 Técnico: Shūhei Yomoda

📈 Melhor temporada: 2020 (15°
lugar)

🏟Estádio: Mitsuzawa Stadium


O modesto Yokohama FC chega na elite após o
vice-campeonato na J2 da temporada passada e sabe mais do que qualquer como o
sarrafo sobe de uma divisão para a outra. Será somente a 4ª participação da
equipe na J1, e eles esperam surpreender — a mudança no formato da liga, que
neste ano terá um único rebaixado, pode ser um fator para favorecê-los.

A Fênix Azul deposita as suas esperanças no atacante Koki
Ogawa, que um dia já foi promessa. Com 25 anos, ele deixou o Júbilo Iwata com
modestos números de 21 gols em pouco mais de 100 partidas, e não cumpriu as
expectativas de se tornar o que se esperava dele (sendo justo, uma grave lesão o atrapalhou); entretanto, a troca de clube
parece ter feito muito bem ao jogador. Primeiro ele voltou a mostrar bom
futebol, mas no Mito HollyHock. Depois, mais uma vez respirando novos ares,
Ogawa “dominou” a campanha do acesso com o Yokohama, e foi a estrela primordial
com incríveis 26 gols marcados, líder isolado na artilharia com mais de dez
gols de vantagem em relação ao segundo — o brasileiro Tiago Alves, do Fagiano
Okayama, que até jogou menos partidas, mas isso não tira o mérito do japonês. Ele
se tornou um dos jogadores com mais gols em uma única edição na J2, sendo
vencido apenas pelos brasileiros Leonardo (com 28 gols pelo Albirex Niigata em
2019) e Davi (o recordista, com 29, pelo Ventforet Kofu, em 2012). Sabemos que
dificilmente o atacante repetirá esses estrondosos números, e talvez sequer
passe perto, já que o nível encontrado na primeira divisão é ligeiramente maior
que o da segunda.

Ogawa foi eleito o MvP do torneio e também selecionado
para o “time ideal” da liga ao lado do companheiro Tatsuya Hasegawa,
meio-campista que contribuiu com 11 assistências, e principal criador da
equipe; Hasegawa pertencia ao Kawasaki Frontale entre 2016 e 2022, mas Kaoru
Mitoma (sim, ele mesmo), à época, o superou, fazendo com que o jogador se tornasse
apenas um reserva no Golfinho.

Em campo, a equipe é distribuída em um 3—4—2—1 à
princípio, e habitualmente, o Yokohama se defende em um 4—4—2, com Takumi
Nakamura recuando definitivamente para fazer o papel de lateral pela direta,
enquanto o flanco esquerdo fica com Eijiro Takeda. O técnico Sh
ūhei
Yomoda, que j
á foi campeão da J2 em 2016 com o Consadole Sapporo,
espera agora que seus refor
ços possam ajudar na jornada que se inicia: os reforços vindos do Brasil podem servi-lo. Caprini,
atacante ex-Londrina chegam ao lado de Yuri Lara, volante ex-Vasco da Gama, e
se juntam a outros brazucas no elenco, caso do bom zagueiro Gabriel,
ex-Atlético Mineiro e que se fez presente no acesso do último ano sendo o
principal defensor, como o atacante velocista Marcelo Ryan e Saulo Mineiro, que
vem se recuperando de uma séria lesão. Há também o zagueiro Mateus Moraes.

A contratação do vietnamita — mais um no futebol japonês,
mas que não é o nosso foco agora — Nguy
n Công Phượng pode ajudar, apesar de passagens apagadas fora de seu país. Como titular ou
sendo opção no banco de reservas. O atacante que já foi apelidado de “Messi”
tem bons números e uma carreira razoavelmente constante, além de ser um
selecionável do seu país.

Vale o adendo de que o lendário Shunsuke Nakamura
pendurou suas chuteiras com a promoção à J1, e se despediu dos gramados aos 44
anos de idade, agora sendo membro da comissão técnica.


📢 A voz do torcedor:

Koki Ogawa é o
artilheiro do nosso time e o MvP da última temporada na J2. Atrás, em alguns
momentos dentro das partidas, os nossos defensores se desconcentram. Sofremos
66 gols por causa disso. Eu espero que o setor melhore e o Yuri Lara contribua
para isso.
” (@KT17FroFulie).

A intenção do Yokohama é se estabelecer na
J1. Todas as vezes em que subimos, caímos no ano seguinte. O principal jogador
é o Tatsuya Hasegawa. Ano passado ele veio do Kawasaki Frontale e teve um ótimo
desempenho, além de ser o nosso capitão. Eu estou com expectativas altas para assistir o brasileiro
(Yuri Lara). Dizem que ele tem um ótimo desarme.” 
(@golushi_yokofc).


⬆️ Chegadas:

• Masaki Endo (goleiro, Universidade Meiji)

• Kengo Nagai (goleiro, Shimizu S-Pulse, empréstimo)

• Kento Hashimoto (defensor, Renofa Yamaguchi,
empréstimo)

• Kotaro Hayashi (defensor, Universidade Meiji)

• Boniface Nduka (defensor, Tokyo Verdy)

• Shawn Van Eerden (defensor, promovido das categorias de
base)

• Kyohei Yoshino (defensor, Vegalta Sendai)

• Mizuki Arai (meio-campista, Tokyo Verdy)

• Shion Inoue (meio-campista, Vissel Kobe)

• Tomoki Kondo (meio-campista, Universidade Nihon)

• Hirotaka Mita (meio-campista, FC Tokyo)

• Keijiro Ogawa (meio-campista, FC Seoul/COR. Retorno de
empréstimo)

• Koki Sakamoto (meio-campista, Roasso Kumamoto)

• Yuto Shimizu (meio-campista, promovido das categorias
de base)

• Kazuma Takai (meio-campista, Renofa Yamaguchi)

• Hayase Takashio (meio-campista, promovido das
categorias de base)

• Koshiro Uda (meio-campista, Colégio Kokoku)

• Yuri Lara (meio-campista, Vasco da Gama/BRA)

• Caprini (atacante, Londrina/BRA)

• Kaisei Ishii (atacante, Sagan Tosu)

• Nguyen Cong Phuong (Hoang Anh Gia Lai FC/VIE)

 

⬇️ Saídas:

• Issei Ouchi (goleiro, Kagoshima United FC, empréstimo)

• Kyowaan Hoshi (defensor, Blaubitz Akita)

• Masashi Kamekawa (defensor, Avispa Fukuoka)

• Daiki Nakashio (defensor, ThespaKusatsu Gunma)

• Yuya Takagi (defensor, Fagiano Okayama)

• Hideto Takahashi (defensor, liberado)

• Riku Furuyado (meio-campista, liberado)

• Zain Issaka (meio-campista, Kawasaki Frontale. Fim do
empréstimo)

• Takuya Matsuura (meio-campista, liberado)

• Shunsuke Nakamura (meio-campista, aposentadoria)

• Rhayner (meio-campista, Tombense/BRA. Fim do
empréstimo)

• Kosuke Saito (meio-campista, Tokyo Verdy)

• Ryo Tabei (meio-campista, Fagiano Okayama. Fim do
empréstimo)

• Yushi Yamaya (meio-campista, Yokohama F. Marinos. Fim
do empréstimo)

• Kleber (atacante, liberado)

• Yuki Kusano (atacante, Mito HollyHock)

• Kazuma Watanabe (atacante, Matsumoto Yamaga)













































































































• Kazuyoshi Miura (atacante, Oliveirense/POR, empréstimo)






A histórica edição de 30 anos da J-League está para
começar. Em nossas análises acima, deixamos claro ao leitor as perspectivas de
cada um dos 18 clubes e como todos eles chegam para a nova temporada, incluindo
seus contextos, ambições, mercado de transferências e principais jogadores,
assim como a relevante opinião pessoal de torcedores próprios e locais. Mas
como no ano passado, podemos ir além, e elencar de forma ainda mais clara como
nós enxergamos as equipes participantes e o que elas podem vislumbrar durante
todos os longos meses de campeonato.

O Yokohama F. Marinos, por exemplo, sonha com a sexta
estrela, mas o Kawasaki Frontale, o “bicho-papão” dos últimos anos, está
sedento para recuperar o trono. Alguns outros times correm por fora, “comendo
pelas beiradas” para incomodar os favoritos. Alguns, por sua vez, almejam a
Liga dos Campeões, enquanto um grupo, provavelmente, vai “suar a camisa” para
se manter de pé e jogar mais uma vez a J1 em 2024.





Você confere abaixo detalhadamente o prognóstico feito por
nós. Arriscamos alguns palpites, dividindo todos os concorrentes em diferentes
categorias:







A agitação no futebol japonês também está ligada aos
comandantes, mas diferente do ano passado, quando sete treinadores iniciavam
seus trabalhos naquele ano, desta vez, o número foi reduzido para somente dois,
como você perceberá a seguir.

Com isso, o “pódio da longevidade” segue intacto. Assim
como em 2022, Toru Oniki, Mihailo Petrovi
ć e o nosso querido brasileiro Nelsinho
Baptista s
ão os técnicos a mais tempo em seus respectivos clubes.

Abaixo listamos todos os 18 técnicos da J1 2023 e o dia
em que assumiram seus times:

📋 Toru Oniki (Kawasaki Frontale): 01/02/2017

📋 Mihailo Petrović (Consadole Sapporo): 01/02/2018

📋 Nelsinho Baptista (Kashiwa Reysol): 01/02/2019

📋 Shigetoshi Hasebe (Avispa Fukuoka): 01/02/2020

📋 Cho Kwi-jae (Kyoto Sanga): 01/02/2021

📋 Kevin Muscat (Yokohama F. Marinos): 18/07/2021

📋 Akio Kogiku (Cerezo Osaka): 26/08/2021

📋 Satoshi Yamaguchi (Shonan Bellmare): 01/09/2021

📋 Kenta Kawai (Sagan Tosu): 01/02/2022

📋 Shuhei Yomoda (Yokohama FC): 01/02/2022

📋 Kenta Hasegawa (Nagoya Grampus): 01/02/2022

📋 Michael Skibbe (Sanfrecce Hiroshima):
01/02/2022

📋 Albert Puig (FC Tokyo): 01/02/2022

📋 Rikizo Matsuhashi (Albirex Niigata): 01/02/2022

📋 Takayuki Yoshida (Vissel Kobe): 29/06/2022

📋 Daiki Iwamasa (Kashima Antlers): 08/08/2022

📋 Maciej Skorża (Urawa Reds): 01/02/2023









































📋 Dani Poyatos (Gamba Osaka): 01/02/2023




Não é novidade que o nosso país é a maior fonte de
atletas estrangeiros para a J-League. Desde o início dos tempos, brasileiros
desfilam nos gramados japoneses, e este ano não será diferente. Nós temos
algumas novidades em relação a temporada passada: naquela ocasião, quatro
clubes dividiam o recorde da edição de número de brasileiros no plantel, mas
isso não se repetiu para 2023. Com seis “brazucas” no elenco, nós temos um
líder geral. Outra curiosidade é o caminho inverso: da última vez, somente o
Urawa Reds estava “zerado” de brasileiros, mas agora o clube de Saitama ganhou
a companhia de mais duas equipes.

Nós listamos todos eles e seus respectivos clubes para
você se situar:

· Yokohama FC: 06 (Gabriel, Saulo Mineiro, Marcelo Ryan,
Mateus Moraes, Yuri Lara e Caprini)

· FC Tokyo: 05 (Adaílton, Diego Oliveira, Leandro, Henrique Trevisan
e Pedro Perotti)

· Yokohama F. Marinos: 05 (Marcos Júnior, Élber, Anderson Lopes,
Eduardo e Yan)

· Kawasaki Frontale: 04 (Leandro Damião, Jesiel, João Schmidt e
Marcinho)

· Kyoto Sanga: 04 (Mendes, Alan Cariús, Paulinho Bóia e
Patric)

· Kashiwa Reysol: 03 (Douglas, Matheus Sávio e Diego)

· Nagoya Grampus: 03 (Mateus, Thales e Naldinho)

· Vissel Kobe: 03 (Jean Patric, Matheus Thuler e Phelipe Megiolaro)

· Albirex Niigata: 02 (Danilo Gomes e Gustavo Nescau)

· Kashima Antlers: 02 (Arthur Caíke e Diego Pituca)

· Gamba Osaka: 02 (Dawhan e Juan Alano)

· Cerezo Osaka: 02 (Léo Ceará e Capixaba)

· Avispa Fukuoka: 02 (Douglas Grolli e Lukian)

· Sanfrecce Hiroshima: 02 (Douglas Vieira e Ezequiel)

· Consadole Sapporo: 01 (Lucas Fernandes)

· Urawa Reds: 00 (—)

· Shonan Bellmare: 00 (—)

· Sagan Tosu: 00 (—)























A J1 League desta temporada teve o seu início na última sexta-feira, dia 17 deste mês, e tem o seu término agendado somente para o dia 03 de dezembro.

No momento, as transmissões de algumas partidas para o Brasil se dão somente pelo YouTube, no canal internacional da J.League.

Você também pode acompanhar todas as novidades seguindo
as nossas redes sociais.

















































 









SOBRE O AUTOR:





IGOR FERREIRA (@contactoigor) - Décadas de futebol, uma vida de Fluminense e anos de Sanfrecce Hiroshima. Nas horas vagas, um entusiasta das histórias de J. R. R. Tolkien, George R.R. Martin e C. S. Lewis e um admirador ferrenho do horror cósmico, do inominável e do indizível.
















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