De 1998 a 2018: os modelos home usados pelo Japão em Copas do Mundo
Da estreia ao último mundial, é hora
de lembrar os principais uniformes usados pelos Samurais Azuis em Copas do Mundo
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A primeira aparição do |
A Copa do Mundo de 1998 contou com a primeira participação japonesa em mundiais e a camisa "home" utilizada foi uma das mais icônicas: com detalhes em branco e vermelho e contando com "raios de fogo" nas mangas (inclusive uma das camisas mais lendárias e lindas de toda história é a de goleiro utilizada por Yoshikatsu Kawaguchi ), a qual o manto era predominantemente preto com raios de fogo tal como se estivesse "em chamas"), o uniforme foi produzido pela Asics na época.
Em campo o desempenho dos japoneses não teve destaque: foram três derrotas dentro do grupo H que contou também com Argentina, Croácia e Jamaica (diante dos jamaicanos Masashi Nakayama fez o primeiro gol nipônico em Copas do Mundo na derrota por 2 a 1).
2002
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A Copa de 2002 reservou uma camisa |
Na Copa de 2002 disputada em solo nipônico (em parceria com a Coreia do Sul), os uniformes foram produzidos pela alemã Adidas. Contando com um design mais discreto em comparação ao modelo da Copa anterior, a camisa principal manteve a cor azul como predominante mas com alguns detalhes na cor branca e uma fina linha vermelha nos ombros. Na opinião de algumas pessoas, é o uniforme mais bonito de toda história dos Samurais Azuis.
Fazendo jus a camisa, o time comandado pelo francês Philippe Troussier fez bonito: caindo mais uma vez no grupo H, o fator casa pesou e o Japão liderou invicto o grupo que contou com Bélgica, Rússia e Tunísia (e acabou eliminado apenas nas oitavas de final para a Turquia). O selecionado contou com nomes importantes do futebol nipônico como Yoshikatsu Kawaguchi, Shinji Ono, Seigo Narazaki e Hidetoshi Nakata (que estiveram presentes em 1998) além de Junichi Inamoto, Tsuneyasu Miyamoto e o brasileiro naturalizado Alex.
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A Copa de 2006 reservou um uniforme |
Em 2006 a Adidas se manteve como responsável por produzir os uniformes e nas camisas principais o vermelho perdeu seu lugar quase que de forma total, dando mais ênfase aos detalhes em branco. As listras brancas tradicionais da empresa alemã somada a alguns outros detalhes em azul claro próximo a gola e a cintura foram as poucas coisas que incrementaram no azul típico dos Samurais.
Dentro de um fortíssimo grupo F (que contou com Brasil, Austrália e Croácia) a “estrelada” seleção treinada por Zico que liderou atletas como Tsuneyasu Miyamoto, Yasuhito Endo, Junichi Inamoto, Yuji Nakazawa, Yoshikatsu Kawaguchi, Hidetoshi Nakata e do lendário Shunsuke Nakamura fez feio: uma dura derrota para os australianos, uma goleada para a seleção canarinha e um empate em 2 a 2 com os croatas deixaram o time na lanterna do grupo.
2010
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| Uma das melhores gerações japonesas, com Takeshi Okada treinando tal qual em 1998 mas dessa vez o futebol apresentado surpreendeu um difícil grupo (Foto: J.LEAGUE PHOTOS) |
Tal qual como em 2010, a Adidas apostou na descrição como fator principal no uniforme do Japão. No entanto, a cor vermelha voltou na forma de um detalhe relevante na gola, dividindo espaço com os detalhes tradicionais em branco na camisa já conhecida pelo tom de azul levemente mais escuro.
Diferente da Copa anterior, o desempenho em campo ficou marcado pelo bom futebol produzido pelos japoneses: com uma mudança de geração e com alguns bons nomes aparecendo (como Keisuke Honda, Atsuto Uchida, Shinji Okazaki, Yuto Nagatomo, Makoto Hasebe), o time comandado por Takeshi Okada enfrentou um difícil grupo E. A estreia com dura vitória diante de Camarões e a derrota fazendo um bom jogo contra a Holanda mostraram que os japoneses tinham algo a mais a provar, o que ficou comprovado no último jogo da primeira fase uma vitória por 3 a 1 com grande autoridade diante da Dinamarca (onde Honda e Endo marcaram incríveis gols em cobranças de falta), vitória essa que levou as oitavas de final, onde os Samurais Azuis caíram nos pênaltis para o Paraguai após empate em 0 a 0 no tempo normal.
2014
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A camisa com os polêmicos raios de sol |
No Mundial de seleções disputado no Brasil, o uniforme japonês de 2014 não foi completamente bem aceito por um motivo bastante polêmico: o manto nipônico fazia alusão a antiga bandeira do país, com os raios do sol nascente saindo do escudo, que por sua vez era muito usada pela marinha do Japão. Tendo em vista as condenáveis atrocidades cometidas pela marinha do país insular, a camisa recebeu diversas críticas principalmente em países que sofreram durante o período expansionista (como China e Coreia do Sul). No entanto, por mais polêmica que seja a camisa, um belo detalhe nas costas fazendo alusão a grafia japonesa deu um "charme" necessário mesmo com tantas polêmicas.
Em campo mais um desempenho ruim: sem nenhum grande destaque, a disputa no grupo C parecia fácil, mas acabou se tornando um pesadelo. As derrotas para Costa do Marfim e Colômbia, aliada a um empate sem gols contra a Grécia (atuando praticamente metade do jogo com um a mais), deixaram os nipônicos na lanterna do grupo.
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Um novo emblema, mais moderno e |
A Copa de 2018 foi uma renovação para o Japão no quesito uniforme: a camisa produzida mais uma vez pela Adidas contou com um design que lembrava uma armadura samurai e tivemos também a modernização "escudo" que ganhou um design mais atual e arrojado, com um clareamento nas cores e reforço da identidade do Yatagarasu. A camisa foi muito bem elogiada e cobiçada por muitos torcedores e colecionadores mesmo com encarecimento recente do preço das blusas originais de futebol (o que potencializou a busca pelo "mercado paralelo" em sites que possuem venda de réplicas de boa qualidade).
O grupo do Japão na Copa em solo russo? Mais uma vez o H, algo marcante na história japonesa em Copas. Enfrentando mais uma vez os colombianos (além de Senegal e Polônia), os Samurais Azuis "se vingaram" da Copa de 14 e venceram por 1 a 0. Quanto aos outros rivais de grupo, um empate diante dos senegaleses em um épico 2 a 2 e a derrota por 1 a 0 contra a Polônia foram suficientes para levarem o Japão a fase de oitavas de final em um jogaço contra a badalada Bélgica (onde o time de Akira Nishino abriu 2 a 0 e tomou a virada nos minutos finais) que foi a última partida da seleção naquela Copa e o encerramento do ciclo de um dos maiores jogadores da história do Japão pela seleção: Keisuke Honda.
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