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J-LEAGUE 2022: Os três técnicos europeus que estreiam na elite japonesa este ano

Dos sete treinadores que iniciarão seus trabalhos em novos clubes em 2022 na J-League, três são europeus e farão sua estreia no campeonato; um deles já estava no Japão

Os três novos treinadores europeus da J. League
Foto: Twitter / @contactoigor


Em nosso Guia, você pôde conhecer melhor cada clube e como cada um deles chega para o campeonato. Também reservamos um espaço para citar os dezoito treinadores e o período em que assumiram seus clubes, mas nesta matéria vamos nos aprofundar em três nomes específicos: Skibbe, Weiler e Puig.

São esses três técnicos europeus (não os únicos da edição. Exemplo: Petrović, no Consadole Sapporo), que fazem suas estreias na J1. Para isso, dedicamos um material especial a respeito do trio, contando passo a passo suas carreiras como jogadores, a aposentadoria e o caminho até se tornarem treinadores. Como jogam seus times, como pensam o jogo e como podem ajudar em seus novos desafios.



Michael Skibbe assume um novo desafio no Sanfrecce
(Foto: Getty Images)
  • Contexto
Vendo temporada após temporada o desempenho da equipe derreter na tabela, o clube violeta despachou o então técnico Hiroshi Jofuku, permitindo que o interino Kentaro Sawada concluísse o campeonato, terminando em um meio de tabela sem sal e grandes emoções. Agora, Sawada retorna ao seu cargo original, e o alemão Michael Skibbe assume as rédeas do futebol do Sanfre.


  • Formação como jogador
Michael Skibbe não foi um jogador formidável, ou talvez pudesse ser, caso não fosse travado pelas lesões. Um meio-campista de pouco conhecimento, iniciou nas categorias de base do SG Wattenscheid 09, na Alemanha, em meados da década de 70. Rumou para o Schalke 04 em 1982, jogando até 1984 e encerrando sua carreira precocemente devido ao rompimento do ligamento cruzado três vezes.


  • O início na Alemanha e o trabalho com jovens jogadores
Sem ter uma carreira para chamar de sua dentro das quatro linhas, aos 22 anos iniciou sua jornada fora delas. Passou o final dos anos 80 no Sub-19 do próprio Schalke 04, mas depois mudou-se para o arquirrival, o Borussia Dortmund, no qual passou um longo período. De 1994 até 1997, emplacou um tri-campeonato na Bundesliga de sua categoria, derrubando o Bayer Leverkusen, o Waldhof Mannheim e o TSV 1860 Munich. Esteve em um curto tempo no “Time B” do clube aurinegro e então se tornou técnico da equipe principal, sendo demitido no início dos anos 2000.

Skibbe se destacou como treinador em sua passagem pelas categorias de base do Borussia Dortmund
(Foto: Gertty Images)

Após a saída do BvB, Skibbe envolveu-se com a seleção alemã de 2000 a 2004, liderando a Die Mannschaft ao lado do técnico Rudi Völler. Então, em 2002, esteve no vice-campeonato para o Brasil na Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul e também na Eurocopa de 2004, quando a Alemanha ruiu ainda na primeira fase. Um ano depois, em 2005, trabalhou como coordenador de jovens e treinador das seleções nacionais Sub-18 e Sub-20.

Rudi Völler e Michael Skibbe em seus tempos de seleção alemã
(Foto: DFB)

  • Os trabalhos como técnico principal
Skibbe em sua passagem pelo comando do Galatasaray 
(Foto: Imago)

Após toda a trajetória no futebol local e dedicando-se ao desenvolvimento de jovens jogadores, Skibbe passou um longevo período comandando times principais e sempre alternando entre o futebol turco e o alemão, e uma passagem na Suíça, sendo eles: Galatasaray (Turquia), Bayer Leverkunsen (Alemanha), Eintrancht Frankfurt (Alemanha), Eskişehirspor (Turquia), Hertha Berlin (Alemanha), Karabükspor (Turquia), Grasshoppers (Alemanha) e Eskişehirspor (sua segunda passagem).

Seu único título foi uma Supercopa da Turquia, em 2008, pelo Galatasaray.


  • O período como técnico da seleção grega
(Foto: Agonasport)

Em 2015, a Federação Grega anunciou a saída do uruguaio Sergio Markarián do cargo técnico após a não-classificação da seleção para a Eurocopa de 2016. Skibbe assumiu os azuis e brancos no final daquele mesmo ano, ficando até 2018. Foram quase 30 partidas dirigidas, obtendo 11 vitórias, 06 empates e 10 derrotas. Um aproveitamento de 40,74%.

O alemão conseguiu levar a seleção até o 2° lugar de seu grupo nas Eliminatórias para o Mundial na Rússia, o que gerou uma vaga nos Play-Offs, mas seu selecionado foi atropelado pela Croácia na partida de ida, por 4 a 0, pulverizando qualquer chance de remontada. O jogo de volta terminou em um modesto 0 a 0, deixando os gregos fora da Copa do Mundo.


  • Volta ao Borussia Dortmund e ida a Arábia Saudita
(Foto: Transfermarkt)

O alemão chegou a retornar para sua terra natal em 2019 e 2020, mas seu último trabalho foi com o Al-Ain, da Arábia Saudita, durando somente três meses, o que acarretou em pouco menos de 20 partidas, demitido no dia 28 de janeiro de 2021, após uma derrota por 2 a 1 para o Al-Batin.

  • O que se espera de Michael Skibbe no Sanfrecce Hiroshima?
(Foto: Sanfrecce Hiroshima / Twitter)

O sucessor de Jofuku tem preferência em utilizar o 4—2—3—1 em suas equipes, como com a seleção grega, quando escalava uma linha de quatro com Manolas, Sokratis, Retsos e Torosidis; haviam dois volantes em suas frentes, Samaris e Tiziolis, e um trio que abastecia o atacante Mitroglou: Bakasetas, Zeca e Christodoulopoulos. Este é só um exemplo.

Costumeiramente, o Sanfre atua em um 3—4—2—1, mas Skibbe não é demasiadamente ortodoxo para tornar isto um empecilho para seu trabalho. Em seu cargo mais recente, no Mundo Árabe, o técnico até privilegiava o esquema tradicional, mas vez ou outra montou o Al-Ain também atuou em um 3—4—2—1 e até mesmo um 5—3—2.

Questões estruturais não devem ser um problema para 2022, e um dos pontos a serem levados em consideração pelo clube foi fatalmente a excelentíssima escola alemã de treinadores e obviamente, uma solução para poder realizar campeonatos mais consistentes e figurar na parte de cima da tabela.

Sua vasta experiência com categorias de base e jogadores jovens também é um trunfo para o clube de Hiroshima, que pouco se movimenta no mercado, focando em atletas do futebol universitário.

René Weiller sob o comando do Al-Ahly
(Foto: Getty Images)
  • Contexto
A última campanha do Antlers não foi ruim, longe disso, mas como recordamos em nosso Guia, nós estamos falando do maior campeão nacional e principal clube do país. Está na hora do Kashima Antlers voltar a levantar taças, recuperar seu lugar de direito no Japão e para isso, o suíço René Weiler é o escolhido para direcionar o clube de Ibaraki.

  • Formação como jogador
Weiler teve uma carreira maior que a do citado anteriormente, mas tiveram coisas em comuns, como lesões e uma aposentadoria antecipada. Iniciou em um clube de sua cidade natal, o FC Winterthur, em 1990, jogando até 1993. Passou pelo FC Aarau, Servette e FC Zürich, mas uma ruptura no ligamento do joelho o abalou em 1997. Ele havia debutado como jogador do selecionado suíço naquele ano, e logo foi obrigado a retornar para o modesto FC Winterthur. Um novo problema em seu joelho o fez pendurar as chuteiras em 2001, quando tinha apenas 28 anos de idade.

  • Paciência e oito anos para dirigir uma equipe principal

No ano em que se aposentou, o suíço iniciou seus estudos e trabalhos no próprio clube em que havia encerrado a sua carreira. Com muito “pé no chão”, atuou como assistente técnico de 2001 a 2004 e também como diretor de futebol. Repetiu o cargo ao trocar de clube, para o FC St. Gallen. Um ano depois, em 2006, se tornou técnico interino do Sub-21, vivendo uma outra experiência, que foi mantida até 2007, quando comandou o Sub-16 do Grasshopper Zürich. 

A primeira oportunidade como técnico principal veio somente em 2009, no FC Schaffhausen, mas o trabalho que lhe catapultou veio um pouco depois, dirigindo o Aarau. 

Em um momento de “reconstrução”, Weiler assumiu a equipe em 2011, e conquistou a segunda divisão local em 2012–13, dando o acesso ao clube. Ele ainda pôde manter a equipe na elite suíça, e em 2014 optou por não continuar; o motivo? Um chamado de um país com muito maior apelo e uma liga mais competitiva: o FC Nürnberg o contatava.

(Foto: Getty Images)

  • Trabalho na Alemanha e títulos na Bélgica

Weiler passou momentos distintos na Alemanha. Encontrou um Nürnberg em pedaços, mas teve um repentino sucesso em seu início, indicando bons predicados a sua torcida. Houveram derrotas que deixaram o clube reviver seus piores fantasmas, mas o Nürnberg sobreviveu. Depois, encarou novamente um momento conturbado, quando circularam boatos de que o treinador se encontrava para acertar com o RB Leipzig “pelas costas”.

Entretanto, o suíço driblou todos esses obstáculos. Trouxe estabilidade, competitividade e fez com que todos o apoiassem novamente. A diretoria, por sua vez, o manteve, confiando no projeto.

A equipe terminou o campeonato em 3° lugar, com 12 pontos de vantagem para o 4° colocado. Apesar disso, nem tudo são rosas. Dois pontos o separaram do vice-campeão, o próprio RB Leipzig, posição que dava o acesso a desejada Bundesliga. Seu time encontrou o Eintracht Frankfurt nos Play-Offs, e o sonho foi destruído com um 1 a 1 na ida e uma derrota em casa, por 1 a 0, com gol de Seferovic.


Weiler passou 1 ano e seis meses no comando do FC Nürnberg
(Foto: Getty Images)
No futebol belga, René Weiler voltou a erguer um troféu. E rapidamente.

Assumindo o Anderlecht em julho de 2016, o técnico conquistou a liga nacional naquela mesma temporada, a 2016-2017. Foram 61 pontos contra 59 do segundo colocado, o Club Brugge. Seu time também foi detentor do melhor ataque da competição, com 67 tentos marcados. Por causa deste triunfo, a equipe de Bruxelas teve o direito de jogar a Supercopa do país, e saíram campeões ao derrotarem o Zulte Waregem, por 2 a 1, ainda em 2017.

Foi demitido após uma derrota para o Bayern de Munique (Alemanha), por 3 a 0, em jogo válido pela Liga dos Campeões.

Aos que possam imaginar que vencer com o dominante Anderlecht é “tarefa fácil”, lembremos que o clube nunca mais foi campeão após a sua saída.


Weiler ergue o título de campeão belga sob o comando do Anderlecht
(Foto: Getty Images)
  • Breve retorno à Suíça e títulos no Egito

Antes de seu último clube até chegar ao Japão, Weiler fez uma passagem curta e pouco comentada em seu país local, voltando para trabalhar. O clube da vez foi o FC Luzern, realizando quase 30 partidas e tendo um índice de 42,31%.

Na potência egípcia, o Al Ahly, o suíço passou pouco mais de um ano, mas foi o suficiente para ser campeão novamente. Sagrou-se vencedor depressa, com o título da Supercopa de 2018, resquício do técnico passado. Arrematou o campeonato nacional em 2019-2020, o que resultou num penta-campeonato para o clube.

Deixou o país em outubro de 2020 com um estonteante aproveitamento de 77% e somente duas derrotas

(Foto: Kickoff)

  • O que se espera de René Weiler no Kashima Antlers?

O novo técnico do Kashima Antlers já se mostrou competente em diferentes cenários. Saudado pelo bom trabalho no Aarau, o baixo orçamento não lhe foi problema. No FC Nürnberg, superou altos e baixos e passou por muitas barreiras. Não conseguiu a promoção, mas resgatou a imagem do clube e pavimentou o caminho para a elite. Dirigindo o Anderlecht, deixou duas taças e um futebol competente; também entregou troféus enquanto esteve na África.

Em campo, vimos o seu “tatiquês” na Alemanha de duas formas; vezes um 4 — 2 — 2 — 2 tradicional e em outras um 4 — 2 — 3 — 1 mais ofensivo. Seus laterais e os centroavantes se destacavam.

Quando se mudou para a Bélgica, adotou um flexível 4 — 3 — 3, trabalhando com Tielemans — àquela altura do campeonato, uma jovem promessa desejada pelos maiores europeus — e Praet, que hoje está no futebol italiano.

Weiler é um técnico inteligente, que sabe trabalhar com as peças que tem a seu dispor. Não é adepto ao jogo posicional, guardiolista e muito menos usuário do tiki-taka. Seus times sabem fazer gols e atacar o oponente de forma direta, e no Japão, espera-se que o Kashima Antlers possa voltar a ser dominante desta forma, e o suíço será recebido com um bom plantel e reforços interessantes, como Yuma Suzuki.

(Foto: Getty Images)

Pep Guardiola e Albert Puyg
(Foto: Diari de Tarragona)
  • Contexto
O clube da capital ainda permanece sem um título da J-League. Agora, com o fim da “era Hasegawa”, o Tokyo apostou em um “barcelonista” para fazer essa ruptura e tentar algo neste ano, já que a temporada passada foi absolutamente frustrante para o torcedor dos Tanukis.

  • Formação como jogador
Um treinador nada comum: diferente dos dois nomes citados anteriormente nesta matéria e da grande maioria, Puig não foi um jogador de futebol, o que por si só já nos entrega uma situação um tanto quanto interessante para pensarmos e debatermos.

  • Tempo na Espanha e um ano nos Estados Unidos
Albert Puyg e Domenec Torrent em sua passagem como assistente técnico do New York City
(Foto: New York City / Twitter)

Puig está envolvido com o esporte desde muito cedo, apesar de nunca ter sido de fato um jogador. Ele também demorou muito tempo até realmente tornar-se um técnico de alguma equipe principal, e antes de acontecer, ele deu seu pontapé inicial trabalhando nos juvenis do C.F Reus, um pequeno clube na província de Tarragona, na Espanha. Sua passagem por lá ocupou os anos de 2001 a 2003, e em 2005 estava empregado no mesmo país, mas no Barcelona, onde ficou de 2005 a 2010, atuando nas categorias de base do clube blaugrana.

Quase uma década após sua passagem na Catalunha, foi para os Estados Unidos, sendo assistente técnico do New York City por um ano, considerado homem de confiança de ninguém mais, ninguém menos que Domènec Torrent, que trabalhou recentemente no Brasil, pelo Flamengo.


  • Oportunidade como técnico principal
Foram duas temporadas do espanhol no comando do Albirex Niigata
(Foto: Wikimedia)

Os amigos então se separaram. Se Torrent veio para o Rio de Janeiro, Puig fez um caminho e uma viagem muito distante e diferente: o Japão, para comandar o Albirex Niigata.

O espanhol assumiu o Albi no início de 2020. Disputando a segunda divisão, o ex-Barcelona não conseguiu dar ao clube o acesso em momento algum. Deixou a equipe de Niigata no início deste ano para se dirigir ao time da capital.

Sua primeira experiência como técnico lhe rendeu 84 jogos, com 32 vitórias, 29 empates e 23 derrotas. Um aproveitamento de 38,1%.


  • Muitos outros trabalhos
(Foto: Cambrils)

É verdade que à princípio, ao avaliarmos um técnico, que na realidade, possui pouca ou nenhuma experiência no cargo em que exerce, o subestimamos de imediato, ainda mais quando este sequer foi jogador, conhecendo ainda menos os pormenores do esporte. Entretanto, Puig carrega consigo uma vasta carga de atuação no ramo do futebol, ainda que todas elas foras das quatro linhas.

Muito cedo já estava alinhado com o mundo do futebol. De 1984 a 1988 foi técnico Sub-14 em clubes colegiais. Deste mesmo ano até 1994, atuou na Academia de técnicos do FC Cambrils, o clube “reserva” de sua cidade natal, o próprio C.F. Reus, como comentamos nos tópicos anteriores.


De técnico juvenil a diretor da La Másia, passagem de Puig no Barcelona durou 11 anos
(Foto: Wikipedia)

Além dos trabalhos mencionados acima, Puig foi também olheiro do Barcelona antes de se tornar técnico juvenil, durante 2003 a 2005. De 2010 a 2014, esteve envolvido como diretor da academia de futebol do clube culé e um ano depois, atuou como diretor técnico da seleção gabonesa. Neste mesmo período de tempo, encarregou-se do De Anza Force, uma Academia de Desenvolvimento de jogadores.

Por último e simultaneamente a sua função nos Estados Unidos, trabalhou como consultor do Pedro Luanda, um clube angolano, até 2020.


  • O que se espera de Albert Puig no FC Tokyo?
(Foto: Divulgação / Twitter FC Tokyo)

Mais do que um técnico de futebol, um professor. Assim o próprio Albert Puig se define. E o que o Tokyo almeja com a contratação deste espanhol no mínimo peculiar?

Puig é mais um daqueles casos que englobam os teóricos do esporte. Gurus de um modelo de jogo e adictos do mesmo. Embora não tenha conseguido a promoção de divisão com o Albirex Niigata, seu time deixou boas sensações. Um futebol leve, agradável e de forte personalidade, o que causou uma certa admiração por parte de alguns torcedores graças ao impacto esperançoso que receberam.

Entusiasta do “modelo Barcelonista” o técnico não esconde suas crenças futebolísticas exacerbadas. Em um modelo de 4—2—3—1, o seu Niigata priorizava a posse de bola, buscando a todo instante chegar até a área adversária pacientemente, dominando o oponente e forçando erros. Em sua primeira temporada foi um tanto quanto difícil, mas seus jogadores evoluíram gradativamente até alcançarem um bom nível de entendimento coletivo. Atuavam com maior conforto ao passar dos jogos na segunda temporada, o que acarretou em uma sequência de 13 jogos de invencibilidade, incluindo um acachapante 7 a 0 sobre o Tokyo Verdy.

O espanhol puxa uma extensa lista de treinadores rígidos e que não dão o braço a torcer. Puig se recusa a alterar suas abordagens táticas e não pensa “jogo a jogo”, sempre seguindo à risca aquilo que acha ser certo, a sua filosofia, mesmo que ela não traga resultados.

Manter a posse de bola a todo custo, sufocar e desorganizar o sistema do seu rival. É assim que o espanhol pensa o jogo, e para isso, os torcedores dos Tanukis precisarão de paciência, já que uma nova era se inicia para o clube da capital e os resultados não aparecerão da noite para o dia.











SOBRE O AUTOR:





IGOR FERREIRA (@contactoigor) - Décadas de futebol, uma vida de Fluminense e anos de Sanfrecce Hiroshima. Nas horas vagas, um entusiasta das histórias de J. R. R. Tolkien, George R.R. Martin e C. S. Lewis e um admirador ferrenho do horror cósmico, do inominável e do indizível.
















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